Após o vice-campeonato estadual, o Tricolor precisa de ajustes imediatos; Vinícius Toledo analisa a necessidade de fôlego novo com Arana, Savarino e o estreante Rodrigo Castillo.
Por: Vinícius Toledo
Fala, galera tricolor! Tudo tranquilo?
A derrota na final do Carioca para o Flamengo já é página virada. O foco agora é Belém. O Fluminense entra em campo na próxima quinta-feira para encarar o Remo, no Mangueirão. É um jogo perigoso, contra um adversário que vive um cenário idêntico ao nosso: também perdeu a final estadual para o seu maior rival, o Paysandu.
O que esperar de Luis Zubeldía a partir deste jogo na capital paraense? A minha resposta é curta: mudanças.
Não estou dizendo que está tudo errado. Quem me acompanha aqui sabe que sou entusiasta do trabalho do argentino desde a reta final do ano passado. O Fluminense tem solidez defensiva, marcação forte e constrói bem. O problema atual não é o sistema, mas a execução e a qualidade de algumas peças individuais.
O “xeque-mate” na defesa e no ataque
Na zaga, o Freytes tem recursos, mas a verdade é que ele sempre “dá uma entregada”. Zubeldía precisa bancar Julián Millán ao lado de Jemmes de imediato. Talvez o banco faça bem ao Freytes para ele entender que, às vezes, simplificar é evoluir.
No ataque, a recomposição de Kevin Serna e Canobbio é impecável, mas o “um contra um” está deixando a desejar. E sejamos sinceros: o John Kennedy tem se esforçado, mas hoje não dá para ser titular.
Para enfrentar o Remo, a entrada do Savarino no lugar do Serna é uma mudança que “grita”. E no comando do ataque, se estiver regularizado, eu não pensaria duas vezes: Rodrigo Castillo no lugar do JK. O argentino acabou com o Flamengo na decisão da Recopa e tem ritmo de jogo. Precisamos dele entrosado para ontem.
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Investimento no futuro: Arana e o meio-campo
Colocar o Guilherme Arana na lateral-esquerda agora não é apenas uma mudança técnica, é um investimento para a fase de grupos da Libertadores que bate à porta. Ele é um baita lateral, chega muito ao ataque e não pode ficar sentado no banco. Tem que ganhar ritmo e entrosamento já.
No meio, sem o Bernal (uma pena, pois vinha muito bem), o trio deve ser Hércules, Martinelli e Lucho Acosta. Fiquemos de olho no Alisson, que estará disponível; embora não encha meus olhos, pode ajudar na marcação e chegada à frente se estiver bem fisicamente.
Por fim, a lateral-direita. Sei da bronca da torcida com o pênalti perdido na final, mas o fato é que o Guga vem atuando melhor que o Samuel Xavier. É questão de meritocracia.

Minha escalação ideal para quinta-feira:
Fábio; Guga, Jemmes, Julián Millán e Guilherme Arana; Hércules, Martinelli e Lucho Acosta; Savarino, Canobbio e Rodrigo Castillo.
E você, torcedor? Mudaria mais alguém ou concorda com esse time para buscar a reabilitação no Mangueirão?
Forte abraço e ST!
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