O início de Hulk com a camisa do Fluminense acende um sinal de alerta. Apesar da expectativa gerada por sua contratação, o atacante ainda não conseguiu apresentar o futebol que marcou sua carreira e vive um momento de baixa, refletido em atuações discretas e na crescente cobrança da torcida tricolor.
Por Leandro Alves
O empate sem gols entre Fluminense e Bahia, na noite da última quarta-feira, colocou Hulk no centro das atenções. O atacante desperdiçou uma oportunidade clara de gol, deixou o gramado sob vaias da torcida e ainda protagonizou uma discussão com um torcedor. Diante desse cenário, fica difícil ignorar que o seu início com a camisa tricolor tem sido abaixo das expectativas.
Desempenho ainda distante do esperado
Em três partidas oficiais pelo Fluminense, Hulk marcou apenas um gol. Mais do que os números modestos, chama atenção o rendimento apresentado em campo.
Durante grande parte da carreira, o atacante se destacou pela força física, explosão e capacidade de decidir jogos individualmente. Até o momento, porém, ele está longe de repetir o nível que o transformou em um dos principais jogadores do futebol brasileiro.
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Queda de rendimento já vinha do Atlético-MG
As dificuldades não começaram no Fluminense. Ainda no Atlético-MG, Hulk já demonstrava sinais de perda de desempenho.
Na primeira metade da temporada, o atacante marcou cinco gols em 20 partidas pelo clube mineiro, números inferiores aos registrados nos anos anteriores. Por isso, a queda de rendimento observada atualmente não chega a ser uma surpresa.
A idade parece pesar
Ao acompanhar as atuações do camisa 7, a impressão é que a idade passou a influenciar diretamente o seu desempenho.
Em diversas jogadas, falta explosão para acelerar, vencer disputas individuais ou concluir as oportunidades com a eficiência que sempre caracterizou seu futebol. Essa dificuldade costuma ficar ainda mais evidente durante o segundo tempo, quando o desgaste físico aumenta.
John Kennedy merece nova oportunidade
Na minha avaliação, chegou o momento de John Kennedy voltar ao time titular. O atacante perdeu espaço após a chegada de Hulk, sem que houvesse uma justificativa baseada no desempenho dentro de campo. Com características diferentes, John Kennedy oferece mais mobilidade, intensidade e poder de infiltração, qualidades que podem fazer a diferença neste momento da temporada.
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Hulk ainda pode ser importante
Isso não significa que Hulk não tenha mais condições de contribuir com o Fluminense. Pelo contrário. Sua capacidade de liderança e qualidade técnica ainda podem ser valiosas ao longo da temporada.
Talvez o melhor caminho seja utilizá-lo de forma mais estratégica, entrando no decorrer das partidas, quando puder explorar espaços maiores e enfrentar adversários mais desgastados.
Existe ainda um aspecto financeiro que naturalmente pesa nessa discussão. O Fluminense fez um investimento elevado para contar com o atacante, e um jogador com esse salário no banco de reservas representa um custo significativo. Ainda assim, o critério principal precisa ser o rendimento dentro de campo. Se a melhor versão da equipe passa por Hulk iniciando entre os reservas neste momento, essa deve ser a decisão, independentemente do peso do investimento.
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