Em coluna, Vinicius Toledo analisa a vitória sobre o Bahia, o choro de Rogério Ceni e o desafio tricolor para a maratona de jogos.
Por Vinicius Toledo
Fala, galera tricolor! Tudo tranquilo?
O Fluminense encerrou a sua série de jogos amistosos com uma vitória sobre o Bahia por 2 a 0. Confesso que o primeiro tempo no Maracanã foi um pouco sonolento, com a equipe baiana mostrando mais disposição e exigindo trabalho de Fábio — que, como de costume, gerou apreensão ao não sair do gol na pequena área no lance do gol anulado do adversário.
A polêmica e a imagem institucional
Sobre o lance anulado, a impressão que tive — revendo as imagens — é que houve um desvio no braço após a cabeçada. Rogério Ceni, porém, não gostou nada. O técnico do Bahia disparou contra a arbitragem e insinuou um favorecimento ao Fluminense, chegando a questionar a escolha de um árbitro que apita jogos no CT tricolor.
Talvez essa insinuação passe batida pela diretoria, que costuma manter silêncio nessas horas, mas vale o registro: é uma questão que envolve a imagem institucional do clube e precisa de atenção.
Hulk e o “L” de Cano
O Fluminense cresceu na segunda etapa, criou chances e garantiu o placar. Hulk guardou o seu primeiro com a armadura tricolor, e Germán Cano marcou o segundo. Ver o ídolo argentino balançar a rede traz um filme da conquista da Libertadores de 2023 à memória, algo que a torcida deixou claro ao entoar, em uníssono, o nosso canto sagrado. Foi um belo momento!

Pés no chão para a maratona
Deixando a emoção de lado, é preciso ser realista. Na defesa, Freytes e Renê não podem ser titulares. O meio-campo está encaixado, mas precisamos de uma reposição à altura para a saída de Facundo Bernal. No ataque, a briga por posição será intensa e saudável, o que é excelente para Zubeldía.
A discussão sobre “time ideal” perde o sentido quando olhamos o calendário: entre 17 de julho e 22 de agosto, teremos 10 jogos. O consolo é que oito deles serão no Rio de Janeiro, o que reduz drasticamente o desgaste de viagens. As exceções serão apenas Porto Alegre e Mendoza (Argentina).
Acredito que o apoio da arquibancada, somado à qualidade de Thiago Silva e Hulk, será o combustível que o Fluminense precisa para embalar de vez na temporada.
Forte abraço e ST!
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