Vinicius Toledo responde às críticas sobre as recentes notícias financeiras e faz um alerta sobre o futuro do elenco: “Quer que desenhe?”.
(por Vinicius Toledo)
Fala, galera tricolor! Tudo tranquilo?
Depois de publicar o artigo sobre o “golaço” do Savarino — que priorizou o nosso clube em vez de um amistoso irrelevante —, me senti na obrigação de voltar aqui para responder a alguns comentários sobre duas publicações do Explosão Tricolor na última quarta-feira.
A primeira foi sobre o caso do zagueiro Roger Ibañez. Publicamos o desabafo de Edmilson Silva, dono do Players RS (clube formador), que detalhou a dívida milionária do Fluminense e disparou: “Eles nunca foram corretos em nenhuma parte”. O Explosão Tricolor foi o primeiro veículo a publicar. É o resultado de 11 anos de um trabalho comprometido, responsável e veloz.
No entanto, alguns leitores não gostaram. Fui alvo de críticas duras. Com a carcaça de mais de quatro décadas e a experiência de quem já superou até um AVC, eu aguento a porrada de boa. Mas preciso perguntar: o proprietário de um clube dá uma entrevista, diz que o Fluminense deve e que o clube não foi correto, e vocês querem que a gente omita a notícia?
Sinceramente, não sei o que me deixa mais triste: a declaração gravíssima do dono do PRS sem uma resposta oficial do Fluminense, ou parte do público querendo “cancelar” a notícia. É lamentável.
O desafio dos R$ 200 milhões
A segunda polêmica foi sobre o meu artigo referente aos R$ 200 milhões que o Fluminense precisará arrecadar com venda de jogadores em 2026. Uma meia dúzia se irritou, sendo que parte comentou baseada apenas na chamada de rede social — ou seja, nem leu o texto.
É óbvio que todo clube precisa vender jogadores. Ninguém aqui é maluco de dizer o contrário. Mas, com base no bom momento do time, é impossível não se preocupar. Para bater essa meta de R$ 200 milhões, o Fluminense terá que vender, no mínimo, três peças importantes.
Olhando o elenco, apenas o Martinelli tem um valor de mercado mais expressivo hoje. Um pouco abaixo, temos Canobbio, Bernal e Hércules.

O sinal de alerta
Minha preocupação é simples: a força deste Fluminense é o coletivo. Nossa espinha dorsal é composta por Fábio, Martinelli, Hércules, Lucho Acosta, Savarino e Canobbio. Esse grupo ainda pode crescer com o Samuel Xavier voltando à forma, Guilherme Arana tendo sequência e o Rodrigo Castillo engrenando como homem-gol.
O meu alerta é: como bater uma meta financeira agressiva sem destruir a engrenagem técnica que nos faz sonhar com títulos? Se vendermos a espinha dorsal para pagar a conta, o que sobra do time que está mandando bem na temporada?
Essa é a minha única preocupação. Quer que desenhe?
Forte abraço e ST!
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