Para quebrar o jejum com Yago (e Cardoso…)




Yago Felipe (Foto: Mailson Santana / Fluminense F.C.)



Vitórias contra Santos e Fortaleza. Derrotas contra Grêmio e Palmeiras. Alguns se iludiram, outros se desiludiram. E se for para escolher um lado, prefiro me iludir com a partida do próximo domingo contra o Internacional fora de casa, ainda que não ganhemos deles lá desde o tetra, em 2012. Dos três adversários no começo do segundo turno, os gaúchos são a equipe em pior momento disparado.

Ainda que nosso momento também não seja dos melhores por conta das duas derrotas, podemos diminuir a diferença para os colorados para apenas um ponto em caso de vitória. Para tentar trazer os três pontos, acho que o Odair Hellmann deveria fazer com Yago Felipe o que não fez com os demais jogadores que pegaram a Covid: “Está pronto? Então vai pro jogo!”. Eu sei, eu sei. Seria incoerente. Mas Nenê retornou de lesão já jogando 70 minutos, ou seja, não seria algo inédito.

Os nossos problemas de criatividade contra o Grêmio e contra o Palmeiras não foram por conta da ausência de Yago, porém, o volante vinha tendo um papel muito importante no meio. O jogador não é um ótimo finalizador, passador, marcador ou desarmador, mas vai bem em todos os fundamentos na minha visão. É um jogador muito útil e que, quando está bem, parece contagiar os seus companheiros. Se o jogo do Fluminense passa pelos pés de Dodi, podemos falar que estava passando pelos pulmões de Yago.

E pulmão é o que não falta para Felippe Cardoso. Se dizemos que o Ganso não se esforça tanto quanto deveria, então deveríamos dizer que o Cardoso corre pelos dois. E não joga por nenhum. Mesmo assim, a tendência é de que tenhamos novamente o camisa 19 em campo no domingo — um elenco que tem um jogador assim como o reserva imediato de Fred é, no mínimo, mal montado. Será que a dupla de zaga do Inter, seja ela titular ou reserva, vai conseguir dormir na véspera da partida?

Gostaria de ver o time pressionando, principalmente, nos 15/20 primeiros minutos. Jogamos com a linha alta e uma marcação mais em cima no começo de muitas das nossas melhores partidas. Como não se lembrar daquela partida contra o Atlético Mineiro? Deveríamos entrar em campo justamente com essa mentalidade, para nos aproveitarmos de uma possível fragilidade psicológica do outro lado por conta das derrotas seguidas e da eliminação na Copa do Brasil.

Ofensivamente, essa intensidade inicial e a jogada de bola aérea são as melhores armas do time comandado por Odair. Poderíamos ter mais soluções com jogadas pelas laterais, jogadores se aproximando uns dos outros e atacando em bloco? Poderíamos, acho que o verde da camisa desbotaria antes.

De qualquer forma, temos totais condições que quebrar esse jejum ingrato contra o Inter e subir na tabela mais uma vez. Depois da desilusão de duas derrotas jogando um futebol pobre, voltar a ser competitivo me parece ser a melhor receita neste momento.

Curtinhas:

– Aparentemente, vamos até o fim do Brasileirão com apenas Igor Julião e Calegari improvisado na lateral-direita. Queria ter essa confiança toda no elenco…

– Torço para que o Fred consiga estar à disposição, mas não acho que nada deva ser forçado por conta do histórico dele. Seria bom se tivesse a saúde do Nenê.

– Não achei que o Luccas Claro foi tão bem nos últimos jogos. Espero que volte a ser o nosso xerife.

– Depois do Inter, pegamos RB Bragantino, Athletico Paranaense, Vasco e Atlético Goianiense. Desses, os mais bem colocados no momento são os paranaenses, que estão em 10º com três pontos à frente do primeiro time do Z4, o Vasco.

Saudações Tricolores, galera!

Carlos Vinícius Magalhães



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