Em forte desabafo nas redes sociais, jornalista critica centralização de poder, promessas não cumpridas e classifica ida do ídolo ao rival como “vexame”.
O clima nos bastidores do Fluminense segue fervendo após a confirmação da transferência de Jhon Arias para o Palmeiras. Entre o sentimento de perda da torcida e as justificativas oficiais, o jornalista Paulo Brito utilizou seu perfil na rede X para publicar uma análise ácida e detalhada sobre o que chamou de “Pequeno Dicionário do Fluminense”.
Brito não poupou palavras ao classificar a negociação como um “vexame” e apontar o presidente Mário Bittencourt como um dos grandes responsáveis pelo cenário atual.
🎙️ “Profissionalização natimorta” e o peso da caneta
Para o jornalista, a promessa de campanha de Mário Bittencourt de profissionalizar o futebol tricolor nunca saiu do papel. Brito destaca que a centralização de poder nas mãos do mandatário cria um ambiente onde o clube se torna refém de narrativas.
“Sete anos depois, a narrativa segue natimorta, enquanto Mário centraliza tudo, parecendo um eterno presidente. (…) Do que adianta firmar um contrato se você sabe que existem terceiros que podem pagar aquilo que você não tem?”, questionou o jornalista.
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💔 “Falácia Firme Club”
Um dos pontos mais fortes do texto é a crítica à forma como o clube lida com as palavras e acordos. Brito ironiza a sigla do clube (FFC), sugerindo que, sob a atual gestão, ela significaria “Falácia Firme Club”. Ele aponta que a cláusula de preferência do Fluminense por Arias foi inútil diante da falta de capacidade financeira para igualar a proposta paulista.
“O vexame é uma vergonha causada por desonra… Preferência significa a possibilidade legal de passar à frente dos outros; prioridade. Não é obrigação.”
⚖️ Arias: Vilão ou vítima?
Diferente da narrativa que tenta colocar toda a culpa no jogador, Brito argumenta que Arias acaba sendo “refém da lambança do desgoverno do Fluminense”. Para ele, promessas orais no futebol não sustentam projetos e a diretoria não deveria se surpreender com o desfecho trágico da negociação.
“As palavras continuam sendo o que são: palavras. Não seguram ídolos, não pagam multas, não compram caráter nem sustentam projetos. No Fluminense, viraram enfeite de discurso”, concluiu.
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Mário Bittencourt e Jhon Arias cometem o mesmo pecado, porém só um deles sempre teve o poder da caneta.
As palavras têm poder de verdade no futebol? Mário fala daqui, Arias dali, a torcida berra… pic.twitter.com/myCCr1gH8M
— Paulo Brito (@PauloFBS) February 5, 2026
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