Análise: Entre o sonho por Hulk e a rejeição a nomes como Everaldo e Lelê, o Fluminense vive um vácuo de planejamento no ataque e uma crise de transparência nos bastidores.
Por Vinicius Toledo
O manifesto publicado pela Frente Ampla Tricolor nesta segunda-feira (12/01) não poupou adjetivos para criticar a gestão de Mattheus Montenegro. Intitulado “Sem lenço, sem documento… pela bola 9”, o texto disseca o que classifica como “decisões erráticas”. Mas, para além da retórica política, onde os fatos se encontram com as críticas?
Cruzamos os pontos centrais do debate que ferve nas Laranjeiras com a realidade nua e crua do mercado e do elenco.
1. O “vácuo” no camisa 9: plano B ou pensamento mágico?
A oposição acerta na mosca ao apontar a ausência de um plano estruturado para a posição de centroavante. Com a lesão de Germán Cano (fora por pelo menos 45 dias), o torcedor olha para o banco e encontra um cenário de desolação.
A realidade é que as opções atuais não gozam de nenhuma confiança da arquibancada:
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Everaldo: O retorno foi marcado por rejeição imediata; a torcida “odeia” a ideia de vê-lo como solução.
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John Kennedy: O crédito da Libertadores 2023 acabou. Ninguém mais tem paciência com a irregularidade e o extracampo do jovem atacante.
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Lelê: Para a maioria, ele sequer é cotado como opção viável. É o reserva que não traz segurança alguma.
Neste cenário, a busca por Hulk, que não é um 9 de ofício e caminha para os 40 anos, soa mais como uma tentativa de “dar uma resposta de peso” do que um planejamento esportivo coerente.
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2. A “sombra” de Mário Bittencourt e a governança
Um dos pontos mais polêmicos do manifesto é a afirmação de que, na prática, o controle continua nas mãos de Mário Bittencourt, mesmo sem cargo estatutário.
A manutenção de Paulo Angioni no futebol reforça essa percepção de continuidade total. O presidente eleito, Mattheus Montenegro, tem adotado um perfil ausente do debate público, o que levanta o questionamento da oposição: “Quem decide? Quem responde?”. A promessa de uma nova governança, com vice-presidências atuantes e compliance, parece ter ficado apenas no papel.
3. O caso Jhon Arias e a caixa-preta financeira
A transparência sobre o fluxo de caixa segue sendo o “calcanhar de Aquiles” da diretoria. O exemplo simbólico é Jhon Arias. O torcedor sabe que o ídolo foi vendido por cifras altas, mas o destino real desse dinheiro e o parcelamento dos valores permanecem ocultos sob o sigilo de contrato.
Sem clareza sobre quanto entrou e quanto falta receber, a torcida fica à mercê de “notícias plantadas” sobre repatriações que, financeiramente, parecem distantes da realidade do clube, que ainda convive com penhoras e dívidas sufocantes.

Veredito: fato ou política?
O “fogo no parquinho” aceso pela oposição reflete uma ansiedade real da arquibancada. O Fluminense de 2026 vive um paradoxo: sonha com estrelas mundiais enquanto o seu elenco “operário” carece de peças básicas.
Entre a audácia de mercado e a prudência necessária, o Tricolor estreia no Carioca precisando provar que o planejamento existe, e que o “lenço e o documento” não se perderam no caminho para o sucesso.
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