(Por Vinicius Toledo)
Histórico prova que os grandes títulos do Tricolor sempre passaram pelos pés de especialistas da “última bola”.
Recentemente, em nossas redes sociais, um debate acalorado chamou a atenção. Entre teorias financeiras e suposições sobre o futuro de ídolos como Jhon Arias, surgiu o argumento de que o Fluminense não deveria investir pesado em um centroavante agora para “ter caixa” no futuro. Com todo o respeito às opiniões divergentes, precisamos falar sobre o óbvio: o futebol de alto nível não espera, e o Fluminense de 2026 tem pressa.
O sistema pede o especialista
O atual Fluminense montado por Luis Zubeldía é um time criativo. Temos volume de jogo, alas que buscam a linha de fundo e meias que atuam de forma vertical, quebrando linhas. Mas toda essa orquestra precisa de um solista. O sistema atual “clama” pelo cara da última bola, o especialista que transforma o volume ofensivo em placar. Sem esse nome, corremos o risco de sermos um time de “quase gols” — e o quase não levanta taça.
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A história não mente: o peso da camisa 9
Para quem acha que um centroavante de ofício é um “luxo” dispensável, basta olhar para a galeria de troféus das Laranjeiras.
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Em 2010, o Fluminense era operário e aguerrido, mas tinha o “terror” das áreas com Fred, Washington e Emerson Sheik.
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Em 2012, vivemos o auge da eficiência técnica com um Fred irretocável, decidindo grandes jogos.
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Em 2023, a América foi conquistada sob o signo de Germán Cano, o maior finalizador do continente, com a participação providencial de John Kennedy.
Em todos os momentos de glória, o Fluminense teve o “especialista”. Esperar por oportunidades de mercado ou “guardar dinheiro” para possíveis retornos de ídolos que estão em outro momento de carreira é ignorar a necessidade tática do presente.
Visão de campo x Visão de planilha
O torcedor precisa entender que o investimento em um camisa 9 de elite não é um gasto, é uma garantia de competitividade. Arias seria bem-vindo? Sem dúvida, é craque e ídolo. Mas hoje, a lacuna que nos separa dos títulos em 2026 é o preenchimento da área.
Não enxergar que o sucesso do Fluminense passa, obrigatoriamente, por um goleador de ofício é ignorar a história que nós mesmos escrevemos. No futebol, a economia que te impede de contratar um matador é a mesma que te custa o título no final da temporada.
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