Cúpula tricolor alega ganho de tempo para treinamento após viagem à Venezuela, mas desconsidera prejuízos de torcedores e o calendário da Libertadores.
Mesmo sob o bombardeio de críticas e o cancelamento em massa de planos de sócios, a diretoria do Fluminense mantém o otimismo sobre o adiamento do Fla-Flu. Segundo informações da TV Globo, a cúpula tricolor entende que fez uma escolha acertada ao concordar com o pedido do Flamengo para remarcar o clássico para domingo, às 18h.
O argumento interno é estritamente técnico: os dirigentes acreditam que o Fluminense “ganhou” um dia extra de treinamento para recuperar os atletas e ajustar o time de Luis Zubeldía após a desgastante viagem de retorno da Venezuela, onde o time enfrentou o Deportivo La Guaira. Para a gestão de Mattheus Montenegro, esse período adicional no CT Carlos Castilho supera os pontos negativos da alteração.
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O Fluminense vê o adiamento do Fla-Flu como benéfico após viagem complicada voltando da Venezuela: “Entende que ganhou um dia a mais de treinamento”.
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— ge (@geglobo) April 10, 2026
O “esquecimento” da diretoria
A avaliação do clube, entretanto, ignora pontos cruciais que inflamam a indignação da torcida. Ao focar apenas no clássico de domingo, a diretoria parece desprezar dois pilares fundamentais:
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O torcedor lesado: O clube não apresentou soluções ou pedidos de desculpas aos milhares de torcedores, especialmente os de fora do Rio, que perderam passagens e hospedagens. A ameaça de processos judiciais e a debandada de associados não parecem ter alterado a percepção dos dirigentes.
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Libertadores: A tese do “dia extra de treino” ignora que o tempo de descanso para o duelo contra o Rivadavia, na quarta-feira (15/04), encurtou drasticamente. O elenco terá menos de 72 horas entre o fim do clássico e o início da partida continental.
Desconexão com a realidade
O relato do repórter da Globo reforça que o Fluminense vê o cenário como positivo, mas as redes sociais e o contador de sócios contam uma história bem diferente. O que a diretoria chama de “ganho de treinamento”, a torcida apelidou de “subserviência”, criando um abismo de comunicação entre o torcedor e quem comanda o clube.
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