Pra cima, Fluzão!!!




Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor

Amigos Tricolores, as palavras têm força.

Tanto falamos que o lugar do Fluminense é sempre em cima, sempre ganhando Títulos, sempre no alto da tabela… Sempre nas alturas!

Cantamos insistentemente nos estádios, aos gritos: “Vaaaaamos, pra cima, Fluzão!”

Tanto evocamos João de Deus nos momentos difíceis, ele que está ali, no céu, olhando sempre pelo Fluminense, ele que é o Eterno Papa Tricolor!

Subimos e comemoramos títulos tricolores aos pés do Cristo Redentor! Eu mesmo já presenciei uma Missa aos pés do Cristo, no Corcovado, comemorando o Título Brasileiro de 2010.

Bem, nossos pedidos foram alcançados! Nunca o Fluminense esteve em lugar tão alto, nunca em sua História jogou em altitude tão elevada.

Em outras circunstâncias eu até aceitaria a imagem, e diria mesmo que está tudo certo…

Só que não!

Hoje o time tricolor vai ter que mostrar mesmo que é um Time de Guerreiros, pois nem mesmo o ar rarefeito pode nos tirar uma vaga para a próxima fase da Copa Sul-americana.

Tudo que envolveu este jogo, já tão amplamente divulgado, mostrou o quanto as coisas estiveram fora do normal, como a desorganização da Conmebol, que custou muito a confirmar o jogo, e aceitou que fosse mantido, nas precárias condições locais, com estradas interditadas com protestos, dificultando ainda mais a tão complicada logística para se jogar a 4 mil metros de altitude, numa cidade que nem mesmo tem um bom aeroporto.

O adversário, lógico, não abre mão de jogar lá em cima do morro, e para ele melhor ainda que o Fluminense não tenha podido chegar em Sucre, para uma adaptação, seguindo depois por estrada até Potosí.  Assim, o time tricolor vai sair de Santa Cruz de La Sierra poucas horas antes do jogo, e, sem a menor adaptação, subirá cerca de 4 mil metros em um pequeno avião, que terá que fazer duas viagens para levar toda a delegação, poucas horas antes da batalha.

Depois disso é enfrentar 90 e tantos minutos numa correria desenfreada, que certamente tentará ser imposta pelo time local, um time muito fraco tecnicamente, mas que se agarra nessa covardia para tentar reverter um resultado negativo no Rio, quando perdeu por 3 a 0.

Foi pouco, eu dizia na época. Tínhamos que ter feito uns 6 aqui, mas o adversário chegou para fazer o antijogo nos 90 minutos, e no final o apitador deu só 3 de acréscimos, numa das maiores ceras vistas no Maracanã.

Jogar com inteligência e tentar frear o jogo é o que resta ao time hoje, tocando bolas curtas, gastando o tempo e tentando não permitir que o jogo fique muito corrido. Tocar muito a bola e cadenciar o jogo é muito importante hoje. Até nossa característica de ter jogadores leves e rápidos não poderá ser muito explorada, sob pena de perdermos o time logo no primeiro tempo, sem nenhum fôlego. Esticar bola para os atacantes a toda hora seria um tiro no pé.

Até a bola muda totalmente de característica no ar rarefeito. Fica leve, imprevisível, variando muito em sua trajetória. Abençoado esteja o Júlio César!

O Fluminense em sua História jogou em sua maior altitude a aproximadamente 3.650 metros, em La Paz. Assim mesmo, só na década de 1950, quando o futebol era outro, bem menos corrido, bem menos físico. O estádio de hoje, Victor Augustín Ugarte, fica a cerca de 3.960 metros, e é um dos pontos mais altos do Planeta onde se (tenta) jogar bola.

Não deveria haver jogo nessas condições. Isso é um absurdo doping natural, muitos jogadores já passaram muito mal em jogos desses.

E a cada ano, com a evolução do jogo físico, e o futebol sendo cada vez mais corrido, mais difícil e perigoso é jogar em tais condições. Os balões de oxigênio normalmente frequentando o banco de reservas do time visitante são uma verdadeira aberração do esporte.

A Conmebol é uma vergonha! Que se ferre quem tiver que jogar lá. Que se virem se as estradas do país estão obstruídas por protestos e não há como chegar a cidades altas próximas para uma adaptação, seguindo depois de ônibus. Por fim, que se explodam se o aeroporto de Potosí não comporta voos de carreira, e somente atendem a aviões menores. O jogo está confirmado! Virem-se!

A tragédia da Chapecoense, como foi lembrada por alguns jornalistas, passou também por uma negligência irresponsável da Conmebol, que inclusive recomendava os voos pela conceituada viação Lamia, que do jeito que operava deveria se chamar viação Mamma Mia!

Certamente o Fluminense vai passar por muitas dificuldades no campo, além das que passa para poder disputar este jogo. Que Deus, que está ali pertinho do campo, possa ver essa covardia e proteger nossos Guerreiros!

Hoje não haverá um jogo de futebol. Hoje será um teste de sobrevivência. Uma espécie de Planeta Extremo.  Um desafio inédito para a História do Fluminense.

Que tem que estar sempre no alto! Nas alturas! Nunca numa altitude tão desumana e bestial!

Porque o IMPORTANTE É O SEGUINTE: SÓ DÁ NENSE!!!

Por PAULONENSE – Explosão Tricolor



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