Prioridade número um da próxima gestão






Faltando praticamente uma semana para a realização da eleição presidencial, confesso que não ando nada empolgado. Primeiramente, a saída do presidente Pedro Abad já deveria ter sido providenciada no final de 2017 por conta da “Operação Limpidus”. O arcaico estatuto do Fluminense dava brecha para o pedido de impeachment. De forma omissa, o Conselho Deliberativo ficou calado como ovelhinhas de presépio.

Após muita enrolação, a eleição foi marcada. E as chapas começaram a ser montadas às pressas. Para ser mais exato, ainda estão sendo fechadas. Até aí, tudo bem, no entanto, faço questão de ver cada uma das listas finais. É óbvio que quero saber se alguns nomes repugnantes estarão na composição delas. E acho que todos os sócios, que realmente se preocupam com o Fluminense, deveriam fazer o mesmo. Nenhum “filhão” pode passar batido. Mas não pode mesmo.

Até o momento, tenho observado que os candidatos e, principalmente, suas respectivas militâncias estão travando batalhas nas redes sociais sobre planos de gestões. Na teoria, tudo é lindo. E quando coloca no power point, o mundo fica perfeito. Milhões de ideias, projetos, metas ousadas, mas…

Jogando de forma bem aberta, antes de qualquer coisa, o Fluminense necessita de uma profunda reestruturação interna. Ou seja, vai ter que mexer em todos os seus quadros. Não há mais a mínima condição de gastar quase R$ 3,7 milhões mensais referentes aos custos de Back Office. Ou seja, cerca de R$ 44 milhões por ano. Para quem não sabe, essas despesas estão associadas aos departamentos administrativos e pessoas jurídicas. 

Logo no início da atual gestão, a Ernst & Young prestou uma consultoria com o objetivo de deixar o clube pronto para um processo de profissionalização em todas as suas áreas. No entanto, em diversas reuniões no Conselho Deliberativo, alguns conselheiros reclamaram que os quadros do clube permaneceram inchados e que, consequentemente, a diretoria não havia seguido as orientações do estudo da Ernst & Young. No início de maio de 2017, através do seu perfil pessoal no Twitter, o executivo Alexandre Rangel, um dos sócios da empresa de consultoria, chegou a comentar que o Fluminense possuia despesas acima de sua realidade.

Antes de cobrar patrocinadores e geração de novas receitas, a torcida precisa ficar de olho nessa questão do Back Office. Não dá mais para o Fluminense continuar servindo de cabide de empregos para os “amigos dos amigos”. Essa farra tem que acabar. O clube precisa de profissionais capacitados, comprometidos e com vencimentos de acordo com o mercado nacional, que diga-se de passagem, passa por uma grave crise financeira em todos os seus setores. Na minha visão, esse é o primeiro ponto que deve ser atacado pela próxima gestão, mas com total transparência, responsabilidade e, principalmente, comprometimento com os interesses do Fluminense. Não tratar essa questão como prioridade número um será a continuidade do mais do mesmo.

Até a véspera da eleição, publicarei novos textos sobre o processo eleitoral. Por hoje é só.

Saudações Tricolores!

Vinicius Toledo



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