Prós e contras do empate no Mineirão




Foto: Lucas Merçon/FFC



Independentemente do momento, encarar o Cruzeiro no Mineirão sempre é algo complicado. Na verdade, sempre será. É um dos gigantes do país. Sendo assim, empatar lá dentro é algo que não pode ser desprezado. No entanto, apesar da importância do precioso ponto conquistado, não dá para tapar o sol com a peneira.

De uma forma geral, a atuação do Fluminense foi ruim. Pelo menos em termos ofensivos. O time praticamente não criou durante os noventa minutos. Para piorar, o Marcão sacou o Daniel, que era o único ponto de lucidez da equipe.

Defensivamente, o Fluminense até conseguiu segurar a pressão mineira. Mais uma vez, Muriel fez a diferença. A zaga e o Yuri defenderam muito. Tudo bem que o Frazan deu um mole no gol anulado do Fred, mas isso não apaga a sua boa atuação.

Infelizmente, as ausências do Caio Henrique e do Allan pesaram muito. Primeiramente, o Caio Henrique dá muita qualidade na saída de bola pelo lado esquerdo. Já o Allan é a peça-chave da equipe por conta de seu bom poder de marcação e, principalmente, pela alta capacidade técnica para sair jogando e, consequentemente, ajudar na transição ou até mesmo aparecer como elemento surpresa lá na frente.

Definitivamente, a falta de elenco é algo que acaba pesando negativamente. Em muitas ocasiões, uma peça faz a diferença. E para quem não acredita, basta analisar a performance do Muriel. Sendo assim, não há como não considerar o peso dos desfalques de Caio Henrique e Allan.

Apesar dos importantes desfalques, falta de opções razoáveis à disposição no banco e o fato de estar jogando no Mineirão, o Marcão merece uma crítica. Conforme comentei mais acima, a saída do Daniel foi algo inexplicável. O garoto vinha bem na partida, era o único que tentava algo diferente e ainda acelerava o jogo em alguns momentos. Não deu para entender o critério, ainda mais com o Ganso totalmente burocrático. Será que o camisa dez está mandando e desmandando no futebol tricolor? Preocupante…

Se considerar as campanhas dos anos anteriores, o ponto conquistado foi de extrema importância. No entanto, a pressão por uma vitória sobre o Bahia ficou ainda maior, pois há possibilidade de retorno à zona de rebaixamento já na próxima rodada. Ou seja, só a vitória interessa, entretanto, o adversário é muito bem organizado taticamente. Sendo assim, o jogo tem tudo para ser pra lá de encardido.

A luta continua, portanto, lugar de tricolor no próximo sábado é no Maracanã. E sem essa de vaiar durante os noventa minutos. Isso é tiro no pé. Cobranças e críticas sempre são válidas, muitas vezes necessárias, mas quando a bola rola, o grito da arquibancada tem que ser um só: NEEEEEEENSEEEEE!!!

Curtinhas

– Sempre aparece alguém pedindo calma ou falando para ter cuidado na hora de analisar, mas será que já pode comentar que o Orinho não é jogador para o Fluminense?

– No sábado, eu iria com a seguinte formação: Muriel; Gilberto, Nino, Frazan e Igor Julião; Airton, Daniel e Nenê; Wellington Nem, João Pedro e Yony González. Não agrada? Pois é, mas com esse elenco, qual seria a melhor escalação? Vale lembrar que o Fluminense não terá Caio Henrique, Allan, Yuri e Ganso. E aí?

– Prefiro arriscar a improvisação do Igor Julião na lateral-esquerda do que manter o Orinho.

– Eu escalaria o Airton na cabeça de área já que ele deu uma afinada nos últimos dias. Se sentir, coloca o Dodi e seja o que Deus quiser.

– Antes que me questionem, sei que o Wellington Nem está com dores no joelho esquerdo, mas acredito que ele esteja disponível para o jogo de sábado.

– Em outros tempos, o Fluminense teria perdido para o Cruzeiro. Porém, o fator sorte resolveu aparecer nos último jogos. Isso para não falar no “MUROel”.

Forte abraço e ST

Vinicius Toledo



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