Qual é o real interesse nisso?




Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor



Só estou passando aqui por conta da consideração e respeito que tenho com cada leitor do Explosão Tricolor. Apesar de nem sempre agradar a todos, ninguém pode falar que deixo de cumprir com a minha obrigação diária e que não sou transparente.

Em Porto Alegre, o Fluminense conseguiu a proeza de perder para um Grêmio afundado na zona de rebaixamento e que estava com oito desfalques. Surpreendente? Não. Pois é, quando uma derrota como essa não chega a ser surpreendente, é sinal de que há algo muito errado ou será que ainda tem que ache isso normal?

Durante os noventa minutos, o Fluminense foi um time apático e sem criatividade alguma. A proposta apresentada na escalação inicial foi uma tentativa até interessante, mas que não deu certo.

No meio de campo, apenas o André jogou alguma coisa, porém, é válido ressaltar que ele “não chegou junto” para tentar bloquear o cruzamento que gerou o gol do Diego Souza. Martinelli e Yago Felipe foram duas peças praticamente nulas. Cazares? Cheguei a comentar aqui no texto pré-jogo que o equatoriano é um jogador que costuma ser mais útil no segundo tempo. Nem precisa ter dado dois treinos na vida para saber disso, basta apenas conhecer o histórico do jogador…

Para piorar, o Nino, que possui a melhor saída de bola da equipe, teve uma atuação trágica na Arena do Grêmio. Perdeu quase todas pelo alto, errou na saída de bola, fez falta na entrada da área, etc… Um show de horrores! Acredito que tenha sido a pior atuação dele com a camisa tricolor.

A precoce saída do Luiz Henrique também foi um fator que contribuiu para o fiasco do Fluminense na capital gaúcha. No lugar dele, Caio Paulista, que protagonizou um dos lances mais bizarros dos últimos tempos quando tentou pegar de primeira um excelente cruzamento do Marlon. Justiça seja feita, se não fosse o Marcos Felipe, a derrota seria ainda maior.

É bem verdade que teve um pênalti no Calegari, que foi ignorado pela arbitragem, mas nem ficarei aqui lamentando sobre isso, pois o próprio presidente Mário Bittencourt já largou de mão essa questão da defesa institucional. Assim como as anteriores, a atual gestão só vira “rottweiler” contra a torcida, pois no restante se comporta como “poodle” de madame moradora da Avenida Atlântica.

Derrota justa para o Grêmio, que mostrou muito mais vontade de vencer. Em relação ao Fluminense…

Infelizmente, nada mudará. Marcão seguirá perdido à beira do campo e pedindo ajuda ao seu amigo Ailton, que também é outro perdido, o time não será cobrado, pois os jogadores são muito amigos do presidente, grande parte da imprensa seguirá falando que o Fluminense está realizando uma campanha sensacional, guardiões seguirão exaltando obrigações como se fossem grandes conquistas, diretoria seguirá no modo “poodle” mesmo com os erros escancarados da arbitragem durante os jogos e o torcedor seguirá sendo apontado como o principal culpado de tudo que ocorre de ruim.

Sinceramente, não sei até que ponto vale a pena seguir nessa caminhada, mas isso é papo para outro dia, porém, uma coisa que me deixa angustiado é a atual distância entre o Fluminense e a sua torcida. Cada vez mais, o clube não mede esforços para deixar o torcedor bem longe de sua rotina. Qual é o real interesse nisso?

Observações:

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Forte abraço e ST

Vinicius Toledo



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