Realidade tricolor




Comemoração de gol (Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC)

O Fla-Flu da última quarta ainda está rendendo muito, mas a vida continua. Sendo assim, nada de abatimento ou previsões apocalípticas. Perder faz parte do jogo. E o Fluminense perdeu para o melhor time do continente, que contou com um juiz amarrando o jogo pra caramba, invertendo faltas e permitindo sucessivas ceras dos rubro-negros.

Após a semifinal da Taça Guanabara, o técnico Odair Hellmann declarou que o confronto contra o Unión La Calera é importante, mas que não é o jogo do ano. Até entendo o lado psicológico da declaração do comandante, que visa reduzir a pressão em cima do time. Porém, a verdade é uma só: cada jogo da Copa Sul-Americana é de extrema importância para o Fluminense em todos os sentidos.

De forma bem direta, afirmo que, em 2020, a única possibilidade real de título para o Fluminense é a Copa Sul-Americana. Podem não concordar comigo ou até me xingarem, mas é assim que enxergo. No Campeonato Carioca, não preciso nem detalhar as dificuldades, em especial, de bastidores, né? Já na Copa do Brasil, o nível de dificuldade é enorme para os elencos de menor investimento. Por último, o Campeonato Brasileiro cuja disputa está cada vez mais concentrada em três ou, no máximo, quatro clubes. E outra: por mais duro que seja, a principal meta do Fluminense no Brasileirão é a de ficar longe da zona de risco para tentar buscar, no máximo, um G-8. Se vier algo a mais, será lucro dos grandes.

Sobre o duelo contra o Unión La Calera, a preocupação maior é a grama sintética. Essa questão pode dificultar um pouco a vida do Fluminense. Na parte tática, os chilenos jogaram apenas por uma bola aqui no Rio. Agora, eles possuem a vantagem de jogar por um empate sem gols. Porém, o histórico tricolor contra times estrangeiros nas três últimas edições da Copa Sul-Americana é algo para ser muito respeitado, pois o time de guerreiros se deu bem em todos eles. 

O Odair Hellmann ainda não anunciou a escalação. Na verdade, só deve anunciar uma hora antes da bola rolar lá no Chile. No entanto, as ausências do Wellington Silva e Fernando Pacheco preocupam. Tudo bem que a dupla chegou apenas agora, mas pelo pouco que os dois jogaram, o ataque ganha outra cara com pelo menos um deles em campo. Caio Paulista, Miguel e Michel Araújo disputam uma vaga para a formação do trio de ataque, que já conta com Marcos Paulo e Evanilson.

Por falar no camisa nove, ele segue afiado. E é nele que está a esperança de gols. Se a bola chegar, o Evanilson guarda mesmo. O mais interessante é que o garoto não precisa de muitas chances para balançar a rede adversária. Esse moleque é dos bons. Uma pena que o clube tenha dormido no ponto na questão da renovação de contrato…

No restante, a torcida tem que abraçar o clube, mas sem jamais deixar de cobrar, afinal de contas, isso aqui é o gigante Fluminense.

Curtinhas:

– Matheus Ferraz criou raiz no banco de reservas. Resta saber se é por questão física por conta do longo período de inatividade ou opção do técnico.

– Em condições normais, a zaga é Nino e Matheus Ferraz.

– Digão e Henrique não podem ser titulares.

– Muriel merece o nosso voto de confiança, mas confesso que estou preocupado… Marcos Felipe vinha muito bem.

– Por questão de características, Dodi deveria ter uma chance para tentar acelerar esse engessado meio de campo.

Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo



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