Reforços, caso Scarpa, dificuldades no Brasileiro e muito mais; confira a íntegra da coletiva do Paulo Autuori




Confira a íntegra da entrevista coletiva concedida pelo diretor esportivo do Fluminense, Paulo Autuori, na tarde de ontem: 

Análise do trabalho

O importante é dar lógica ao raciocínio. Começamos o ano com uma situação muito difícil, com saída de jogadores e a tentativa de o clube resgatar a saúde financeira. Começamos o Carioca de forma desacreditada e, ao final do mesmo, mesmo sem ter chegado à final, ficou claro o trabalho do Abel com esta realidade. Foi criada uma equipe competitiva, com esta realidade, que é diferente do Brasileiro.

Na minha perspectiva, hoje nenhum estadual é parâmetro ao Brasileiro. Terminamos o Carioca com jovens que são ativos, Ibanez, Ayrton e Pedro, estes despontando de forma clara. Gilberto e Jadson, contratados, estão consolidados. Perfil do Richard, outro que se destacou. A ideia de captação do clube vislumbra jogadores que podem crescer, esta ideia vai continuar.

Reforços

Até falei ao Abel, que na nossa época os clubes buscavam jogadores nos times do interior do Rio. E isso hoje quase acabou, é algo que podemos resgatar.

Enfim, temos de trazer jogadores para dar o salto de qualidade. Há um problema sério que é a dificuldade financeira para trazer o jogador escolhido. Então, temos de ir atrás de jogadores que tenham minimamente essas características e dentro do perfil que o Abel quer e o que o clube pode.

Logicamente, vão vir jogadores. Não um problema só do Fluminense.. muitos clubes estão à espera do término dos estaduais pois alguns jogadores não vão permanecer nos seus clubes. Dentre esses, alguns podem nos interessar.

Espero que se concretizem. O sentimento do treinador é o mesmo do nosso, mas trabalhamos com a realidade. Mas os compromissos são feitos para serem cumpridos.

Posições

A gente já definiu, são as que o Abel quer. Um zagueiro canhoto, todo mundo sabe disso. Um meia, pelo centro ou por fora. E um atacante, de centro. São jogadores que vão vir para formar um grupo. Precisamos de qualidade e quantidade para arredondar esse grupo.

Caso Scarpa

A gestão do clube tem visão sistêmica. Não dá para pensar diferente, não dá para pensar em não interagir com outros setores, como jurídico e marketing. Não posso responder. Está na mão da Justiça. Não dá para saber o que vai acontecer. Enquanto não houver acordo, não dá para falar.

Uma coisa é estar vinculado ao Fluminense a outra é o posicionamento do jogador e de seu representante. Eles são muito claros. Acham que vão ganhar, é um direito deles. Em função disso, não querem qualquer tipo de aproximação. Mesmo que haja por parte das instituições, Palmeiras e Fluminense, interesse em fazer um acordo para todos saírem minimamente felizes pois feridos todos estão.

As conversam sempre existiram, desde que eu entrei. Não mudou nada, inclusive os nossos alvos não mudaram. As coisas paralisaram, e todos sabem o motivo. Mas tem de ter interesse de todos os lados e os presidentes falam sobre isso.



João Carlos

Está bem encaminhada, sim. Temos perfis de contratações, e nesse momento o único perfil que não podemos atacar é aquele que a gente gostaria de ter. Identificar e ir lá com poder financeiro e trazer. Infelizmente, estamos fragilizados.

Jogadores novos com potencial demonstrado não só pelo rendimento como pela nossa análise de mercado. Esse é o caso. Não é o jogador… acreditamos demais no Pedro. Não vamos trazer um jogador que o Pedro irá engolir, esse é o termo. Queremos que o Pedro possa se solidificar e virar um ativo.

Se tivesse dinheiro, quem contrataria?

As necessidades estão acima das vontades pessoais. Sou pragmático. O “se”…. Sou muito pragmático. Não sou sócio do clube do “se”, então, fico devendo essa resposto.

Como driblar a dificuldade financeira?

Detectar características e o perfil necessário para vir para cá. Aí, existem filtros. O principal é a dificuldade financeira. Os nossos anseios são os mesmos do torcedor. E vamos trazer.

Se não há condições de se impor no mercado financeiramente, ainda mais que poucos clubes do Brasil têm isso, você tem de ter uma equipe competitiva. Joao Carlos tem isso, se vai vingar ou não é outro coisa. Agora, se alguém tem dificuldade em assumir isso, essa responsabilidade, eu assumo com tranquilidade. Até porque se não der certo, estarei aqui para isso.

Hoje falei com Abel, ele me comentou do terremoto na Bolívia, que tremeu o chão em São Paulo. Disse a ele que nós que trabalhamos com futebol estamos acostumados a isso. Toda a hora treme. Então, sem receio algum. E faço essa analogia. A gente ouve as pessoas falando que o Brasileiro vem aí. E vem mesmo. As dificuldades que nós temos, a maior parte dos clubes brasileiros a tem também. Todos têm dificuldade de contratar e alguns não têm o jogo coletivo do Fluminense.

Dificuldades no Brasileiro

Se eu fosse assustado com dificuldades, não teria trabalhado em vários locais. Se fosse isso, Abel não teria aceitado o trabalho no clube. Ele tem uma grande relação com o clube, até porque teve a oportunidade de sair a clubes que poderiam lhe oferecer outros jogadores.

Nada me assusta em relação ao futebol. Nada me surpreende e nada me decepciona pois eu não espero nada de ninguém. Só espero qualidade no trabalho e vejo isso aqui no clube, com as limitações que temos.

Não vendo ilusões, até porque o que mais me incomoda no Brasil é o populismo: falar o que as pessoas querem ouvir. É mudar posições importantes e necessárias por comentários de rede social. O futebol é gerido daqui para fora.

Prazo para situação financeira melhorar

A realidade que a gente trabalha é a seguinte: a história do Fluminense o obriga a pensar grande. Vitórias que lhe proporcionem títulos. Aliás, se a gente criar uma clube agora, vão se juntar seis pessoas e cobrar para ganhar. A gente só sabe ganhar. Não sabemos torcer. São coisas diferentes. É só voltar na Olimpíada e constatar que todo o brasileiro ficou expert em ginástica, handebol, natação… Todos queriam que ganhassem sem condições de ganhar. É um discurso duro e real.

Como que vamos mudar, estabilizando o clube. Todas as instituições passam por momentos complicados. Só saem quem tem coragem para mudar. O ano não será fácil. Estamos deixando de pensar em ganhar, não estamos. As expectativas são duras. Tem de ser claro e falar isso. Agora, somos otimistas. Estamos cumprindo os compromissos, Abel fez uma base de time.



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