Lindinor Larangeira analisa a chegada de Rodrigo Castillo e Julián Millán e questiona a estratégia da diretoria no fechamento da janela
(por Lindinor Larangeira)
O último dia da janela internacional de transferências marcou a apresentação dos dois novos reforços do Fluminense: o zagueiro colombiano Julián Millán e o centroavante argentino Rodrigo Castillo, recentemente campeão da Recopa Sul-Americana pelo Lanús.
Bola dentro da diretoria. Deu mais opções em posições carentes no elenco ao treinador Luis Zubeldía.
Para o comando do ataque, o grupo só contava com John Kennedy, já que Germán Cano segue em recuperação. Era urgente a contratação de um atacante com características diferentes. Com experiência e pronto para chegar e jogar. Pelo pouco que vi de Castillo, o “urso branco”, como é chamado pelos torcedores do Lanús, tem tudo para dar certo nas Laranjeiras.
O investimento recorde: US$ 10 milhões
Sobre Castillo, que chegou como a contratação mais cara da história do clube – US$ 10 milhões (cerca de R$ 52 milhões) –, discordo daqueles que criticam o valor. Futebol não é ciência exata. Mas essa turma que reclama de tudo e argumenta que “a diretoria deveria esperar a janela do meio do ano”, se um novo camisa 9 não fosse contratado, estaria chamando a diretoria de “omissa”.
Não vi “desespero” na contratação, mas ousadia. Qualidade de dirigentes de times grandes. E para não esquecer: jogador caro é jogador ruim.

A muralha uruguaia na zaga
O outro reforço veio para a zaga, que tem sido uma dor de cabeça. Jemmes parece ter sido uma boa contratação, mas Freytes faz uma temporada terrível. Como o sonho de consumo de ter Nino no meio do ano é algo incerto, um reforço para o setor também era urgente.
Confesso que não conheço Julián Millán, zagueiro canhoto, considerado um dos melhores do futebol uruguaio. Mas chega para suprir uma lacuna que Ignácio, Igor Rabello e o garoto Davi Shuindt ainda não preencheram totalmente.
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Na hora de criticar, criticar. Na hora de elogiar, elogiar.
Quem acompanha essa coluna sabe que não exerço a crítica vazia. Quando se critica, temos que apontar alternativas. Sobre os elogios, devem ser feitos quando os dirigentes acertam. Para mim, acertaram. Hoje, prefiro ser apenas um torcedor na expectativa de que esses atletas ajudem o Fluminense a ter grandes conquistas. Bem-vindos, Millán e Castillo! Bola dentro, Mattheus, Mário e Angioni!
PS1: Já tínhamos um “urso”, agora temos dois.
PS2: Já tínhamos um “caçador de urubus”, agora temos um “cazador de jotes”.
PS3: “Vamos vencer. Ganhar Fla x Flu!”
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