Reforços, Maracanã, Celso Barros, Altair, patrocínio, salários, desafio à torcida e muito mais; confira a coletiva de Mário Bittencourt




FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.



Coletiva completa do presidente do Fluminense

No início da tarde desta sexta-feira (16), o presidente Mário Bittencourt concedeu uma entrevista coletiva no Centro de Treinamento do Fluminense. O mandatário tricolor respondeu perguntas sobre diversos assuntos, entre eles, a possibilidade da chegada de novos reforços, salários, polêmica matéria publicada pelo portal GloboEsporte.com sobre o velório do ex-jogador Altair, relação com o Flamengo, Maracanã e Fernando Diniz. No final da entrevista, o dirigente lançou um desafio à torcida tricolor. Confira abaixo a íntegra da entrevista:

Salários

“Chegamos com 90 dias de atraso. Estamos com a folha de julho vencida. Ainda temos algumas coisas do passado atrasadas, mas o importante foi, neste primeiro momento, demonstrar que nos esforçamos bastante para cumprir nossos compromissos. Conseguimos que fossem com valores de antecipação, de bônus do João Pedro, venda do Spadacio, penhoras levantadas, jogo contra o Corinthians… O fundamental é que nossos credores estão entendendo que estamos trabalhando com seriedade”.

Polêmica matéria publicada pelo portal GloboEsporte.com

“Quero fazer aqui uma recapitulação. Nada contra a pessoa que possa ter feito a matéria. Ela nos deixou triste. Somos um clube que respeita demais os nossos ídolos. Vocês trabalham em uma sala que se chama PJ Clement. Temos um departamento que se chama Flu Memória. Somos um clube preocupados com isso. Talvez sejamos o clube que mais se preocupa com a história.

Naquele dia, às 11h, fui informado por um senhor que parecia que o Altair tinha falecido. Cheguei aqui, falei com a comunicação e com o Marcelo Penha. As informações chegaram concretas por volta de 12h45. Decretei luto de três duas, bandeira a meio mastro e mandamos mail para a CBF pedindo 1 minuto de silêncio em toda rodada. Fizemos isso em questão de uma hora.

Acreditávamos que o enterro seria no sábado. Por volta de 14h30, nos conectamos com a família de Jair Marinho. O Altair vivia lá. Nos informaram perto das 15h que o enterro seria em Niterói. Não tivemos condições físicas de estar lá. O que achei curioso é que nos últimos 15 enterros de ex-jogadores do clube ninguém foi lá ver se tinha alguém do Fluminense.

No domingo, agora, vamos entrar com uma camisa em homenagem. O Delei me lingou e sugeriu de dar o nome de Altair em um campo em Xerém. Fizemos uma adaptação. Vamos nomear este campo aqui atrás de mim com o nome do Altair.”

Pedro

“Não chegou nenhuma proposta por Pedro. O que ouvimos é que clube A, clube B estão interessado. Dos seis ou sete clubes que se falaram da mídia, tive sondagem de dois. Os outros cinco ninguém fez contato. Não foram propostas, foram perguntas se tínhamos interesse em negociar o jogador e se tínhamos um valor mínimo. Disse que todo e qualquer jogador que possa haver uma venda de interesse ao clube, podemos conversar. Sobre a lesão muscular, acho que não interfere na venda. Qualquer médico, de qualquer lugar do mundo sabe que ele em 15 a 20 dias vai voltar”.

Clima de trabalho no Fluminense

“Clima leve de trabalho. A gente sabe como funciona. A preocupação é com a numeração na tabela. Somos clube grande e temos de melhorar. Tenho história aqui e conheço bem o ambiente no dia a dia de futebol. Sei quando há essa tranquilidade de trabalho. Esse ambiente se assemelha muito na parte final de 2009. Quando assumi, era quarta rodada do returno e tínhamos 16 pontos. O ambiente de trabalho era leve e os jogadores acreditavam que iam sair. O que a gente vê hoje aqui? A situação não é de perto aquela, mas é ruim. O dia a dia é ótimo. Os jogadores têm empenho. A preocupação existe pois tem de existir”.

Relação com o Flamengo por conta do Maracanã

“Relação com é ótima. Existe uma SPE. Toda e qualquer receita oriunda dos aluguéis do estádio entram nessa SPE, que tem uma obrigatoriedade de completar um valor depois de seis meses. O que sobrar volta de lucro para os dois clubes. Nem Fla, nem Flu retiram dinheiro do caixa para pagar o Maracanã. Com o resultado dos jogos, o dinheiro vai entrando e completando esse mínimo.

Quando chegamos, já havia um débito do Flu com a SPE em torno de 400 mil. Nenhum jogo, desde que assumimos a parceria, deu prejuízo. O que acontece é que o borderô, documento da federação, não retrata o real. O sócio-futebol, por exemplo, não entra no borderô. Alimento e bebida, que é vendido no bar, vai direto para os clubes, não entra no borderô. Fla e Flu tem tido resultados positivos nas partidas, obviamente com a proporcionalidade de pessoas colocadas no estádio.

O Maracanã hoje não dá prejuízo, o Fluminense tem condição de administrar nesse novo contrato em parceria com o Flamengo”.



Comparação de discurso com Celso Barros

“Nós dois somos sinceros. Celso e eu. Temos gestão transparente. Eu também cobro. Cada um tem a sua forma de exercer liderança e cobrança. O ambiente é igual, leve, relaxado. Todo mundo está feliz trabalhando. Não tem nenhum tipo de conflito. Estamos trabalhando de forma organizada. Mas somos dois torcedores e estamos ansiosos pela recuperação no Brasileiro”.

Repercussão  da coletiva de Celso Barros

“A repercussão interna não é nenhuma. Ambiente segue exatamente igual. Leve, transparente, de amizade. Foi tudo dentro do trâmite normal do dia a dia do futebol. Não estive presente na reunião do Celso com os jogadores, mas tenho ciência por ser presidente”.

Fernando Diniz

Vou repetir uma frase da época da eleição: todo o profissional do Fluminense está sob avaliação. Preocupado, eu também estou. Todos estamos. Eu disse há 15 dias que ele era técnico, e continua sendo. Discutir conjecturas futuras… eu não discuto trabalho dessa forma. Acho que o profissional tem de ter confiança das pessoas que estão acima dele. Hoje ele deu treino. Eu não vou transformar algo normal como os resultados do futebol em algo como um complicador. É avaliação de todo mundo. O que eu disse segue: ele é treinador e temos critérios para avaliar. Não tem mais porque falar disso.

Os resultados  não são bons. O treinador segue fazendo o seu trabalho. O ambiente é maravilho. Futebol tem pressão, da torcida e da rede social. Estamos fazendo um trabalho de reconstrução da instituição. Estamos tranquilo. Não tem muito o que falar mais desse assunto. Celso já falou”.

Sandrão

No nosso plano de gestão sempre foquei que havia uma lacuna que é do gerente de futebol, que está abaixo do diretor executivo. Ao longo dos meses, o Angioni também se manifestou a necessidade de ocupar essa “caixinha” no organograma.

Já existe um campeonato Sub-23 da CBF e o grande problema do futebol brasileiro hoje é a alocação desses meninos que estão no Sub-20 e não conseguem ser alocados no profissional e ficam em um limbo. Vamos, ano que vem, fazer com que tenhamos nosso time Sub-23 disputando essa competição e que eles treinem junto com o profissional. E vai haver ainda mais a necessidade de se ter um profissional para isso. E o Sandro é uma das pessoas que estamos avaliando, não está acertado ainda. Ele tem uma longa história no futebol, foi atleta, foi vice de futebol”.

Reforços

“Celso já falou sobre negociações do futebol, de algumas que não foram concluídas. Algumas outras oportunidades estão surgindo, mas prefiro o sigilo. A data limite é a de inscrição no Brasileiro. Espero que a gente resolva em breve. As pessoas precisam entender que há um limite de vagas para trazer atletas de outros clubes da Série A. Com a chegada do Nenê, temos apenas mais uma. Estamos fazendo as tentativas, mas o universo para zagueiro é restrito. O trabalho segue”.

Patrocínio máster

“Entendo a ansiedade da torcida, até porque sou torcedor e estive minha vida inteira nesse ambiente de ansiedade. Desde que chegamos havia fechado a Forteviron. Fechamos a Cashbet e Azeite Royal. E viemos negociando patrocínio máster. Posso dizer que 100% dos nomes que saíram por aí são invenções, fakes. E estamos buscando que o Fluminense receba um valor justo”.

Desafio à torcida

Temos mais de 10 mil ingressos vendidos ao jogo contra o CSA. Quero lançar um desafio. O time precisa sempre, mas neste momento precisa de apoio. Criamos uma ideia de que se ultrapassar os 20 mil pagantes no domingo faremos uma promoção no jogo contra o Avaí com ingresso na Sul a R$ 40 e toda a Leste em cima e inferior a R$ 10″.

Convocação de Allan

 “Ficamos felizes com a convocação de um atleta nossa. É uma data Fifa e provavelmente vamos conviver com o desfalque. É algo positivo. O atleta se valoriza e valoriza a instituição. Temos de respeitar a data Fifa. Em outra situação, avaliaríamos de forma diferente”.

Yony González

“O Celso está conduzindo a negociação, falou ontem sobre a reunião que foi positiva. O atleta irá avaliar a proposta e esperamos ter resposta em breve”.

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Por Explosão Tricolor

E-mail para contato: explosao.tricolor@gmail.com 

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