Requintes de crueldade e pinceladas de heresia




Rivellino, Assis, Thiago Neves, Roger, Ramon, Felipe, Petkovic, Carlos Alberto e outros tantos craques – ou, no mínimo, bons jogadores – já envergaram o 10 sagrado do manto tricolor. Alguns, como Samarone, Gérson, Cléber, PC Caju, Romerito, Conca e Wágner – acho que este último já o utilizou, por pouco tempo -, por exemplo, não o vestiram, mas teriam-no honrado e merecido, caso fossem requisitados.

O fato que mais me chama a atenção hoje é parte da torcida, mídia e todos os setores do clube não se incomodarem por vê-lo, de meados de 2016 para cá, maltratado por Gustavo Scarpa! O número 10 é canonizado, galera – ou deveria ser!

Nossa avidez por ídolos e craques é tamanha, que jogadores medianos, como o nosso atual 10, são vistos como gênios, salvações, diferenciais nos embates do viril esporte de origem bretã! Ledo engano! O 10 é aquele que berra aos companheiros: “dá nimim”! E podem dar nele, pô, que sai jogo, sai futebol, sai coisa boa! Um 10 não é coadjuvante, não se esconde na partida quando seus súditos dentro das 4 linhas mais precisam dele, enfim, um DEZ RAIZ ganha – e em raras oportunidades, também perde – um jogo!

Com os maus tratos que o “Xutavinho” vitimiza essa numeração emblemática, decerto continuaremos a assistir a Fla-Flus, mais 8, sem êxitos – como também às pelejas contra Bahia, Chape, Vitória e demais equipes descabeladas e desprovidas da excelência na razoável prática do futebol! – Ahhhhhh – diriam os puristas – ele bate bem na bola! Okey, okey, temos, então, um kicker de futebol americano – ou de rugby -, e não um atleta do soccer, do desporto que se pratica no mundo da bola chutada com os pés, que mais aquartela fãs no planeta! Muito pouco, meu povo… Muito pouco!

Detectar isso, é dolo para os torcedores, como eu, que viram desfilar nos campos desse Brasil continental, do 1 ao 11 – e essencialmente com o tal número 10 – a gloriosa camisa do Fluminense Football Club sendo trajada por jogadores de futebol de verdade, e não por títeres da imprensa (supostamente) especializada, queridinhos das redes sociais, ou ‘good boys’ politicamente corretos e bons de violão! Os requintes de crueldade que a vida nos impõe eventualmente, ainda permitem deparar-me com essas dicotomias… É duro, dói na alma e no coração eternizado pelas três cores que traduzem tradição!

Aos marketeiros de plantão – e afirmo com conhecimento de causa, pois sou do ramo -, operadores midiáticos e torcedores órfãos, solicito encarecidamente a dissolução da heresia progressiva que ronda o Tricolor da Laranjeiras. E a tais hereges, consumidores da poesia alternativa, digna dos catadores de lixo hospitalar, peço que jamais rotulem o nosso 10 de 10, de fato! Como referendei mais acima, o 10 é intocável, quase santo!

Concluindo, o semblante perdedor, conformado, homogêneo e recorrente do bom moço Gustavo Scarpa – e o é mesmo -, em quaisquer dos nossos resultados no campo, desmistificam a aura do 10 legítimo e merecedor da cruz que representa carregar essa enorme – mas sublime – responsabilidade.

E tenho dito!

Rico Timon

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  • jose roberto da fonseca

    Parabéns Rico!. Vc esta me representando neste assunto sobre o Scarpa. Escreveu, brilhantemente tudo o que eu penso dobre ele.

  • Gregory

    Obrigado Rico Timon por escrever este texto que traduz o que digo durante todo o ano de 2017. Pensava que somente eu e meu pai víamos que o queridinho da imprensa Gustavo Scarpa não tem condições técnicas para ser o camisa 10 de um clube imenso como nosso Flu. Pena que o Abel não enxerga isso e não o tira do time…

  • Edimilson Nunes

    O Gustavo Scarpa está longe de ser o 10 do Fluminense, mas como a nossa diretoria pensa apenas no esporte olímpico e no social, qualquer um para eles serve, se não fosse o Scarpa seria outro qualquer pois para eles a 10 é apenas mais um número. ST.