Reunião da oposição conta com nomes de peso da política do Flu e tem incetivo à Celso Barros




Celso Barros; Oposição; Fluminense;

Com um ano ainda para as eleições no Fluminense, grupos de oposição já se movimentam e pensam em estratégias para o futuro. O ato mais recente foi uma reunião que selou a união de duas figuras que já foram divergentes até pouco tempo: Deley e Celso Barros. A ideia, mesmo sem um nome definido, é angariar forças para derrotar Mario Bittencourt, vice de futebol, e provável candidato do atual presidente Peter Siemsen.

O encontro ocorreu, na segunda-feira à noite, na casa do conselheiro Ney Brito. Além do anfitrião, as figuras de destaques foram Deley Oliveira, deputado federal pelo PTB, e Celso Barros, presidente da Unimed, a antiga patrocinadora do Tricolor. A dupla estava em lados opostos no último pleito, em 2013, quando Celso ajudou Peter a ser reeleito em disputa com o ex-jogador.

– Tivemos um encontro, no qual foi discutida a eleição e a situação do clube. Não foi para definir candidatura de ninguém. Agora é hora de debater o projeto que queremos construir. É tentar manter a oposição unida para derrotar essas pessoas que constroem uma realidade caótica no Fluminense – explicou o conselheiro Ademar Arrais, um dos principais críticos da atual gestão, organizador do encontro.

Outros nomes conhecidos na política tricolor estiveram presentes: Sandro Lima, ex-vice de futebol, Diogo Bueno, filho de Julio Bueno, atual secretário de Fazenda do Rio de Janeiro, com ambição de ser presidente, e André Horta, filho de Francisco Horta, ex-presidente do Flu.

Roberto Horcades, outro ex-mandatário, com ligação estreia com Celso Barros, não foi convidado. O presidente da cooperativa de médicos, aliás, foi incentivado a concorrer, mas irá esperar o cenário político tomar forma para se decidir. Ele é visto como o candidato que melhor agradaria a torcida – 24 mil associados poderão votar no pleito da segunda quinzena de novembro.

Caso Celso decline, a oposição irá avaliar qual rumo tomar. Conselheiros entendem que o prestígio político de Deley e de Julio Bueno é importante, portanto, tornaria candidatura viável. Sempre há quem diga que “o Fluminense precisa de gente assim” para ser mais respeitado. O polêmico fim da parceria de 15 anos, porém, será usado para convencer o médico a concorrer – mesmo que ele não tenha garantia de poder patrocinar o clube, afinal, a empresa passa por reestruturação financeira.

Mas qual o projeto da oposição? Ao criticar o que chamou de “grave situação financeira” e os contratos firmados com a Vitton e o Maracanã, Ademar Arrais disse que a oposição deseja apresentar uma alternativa ao clube.

– Em que pese as dívidas equacionados, houve aumento significativo das receitas, como de transmissão e da Adidas (fornecedora de material esportivo). Passamos a ter a ordinária do programa Sócio Futebol. Houve ainda a venda de jogadores. Mesmo assim, a direção apresentou orçamento com déficit de R$ 48 milhões para 2015. Não vai demorar muito para, como o futebol está sendo administrado, o valor subir. Muito. As finanças deveriam estar em outro patamar. Há aspectos absurdos acontecendo no futebol, que virou palanque eleitoral do FluSócio (maior grupo político de apoio a Peter) e do Mario Bittencourt. Sem falar no contrato de comissionamento feito com a Vitton e o do Maracanã, no qual passamos a pagar taxas nos jogos. Queremos apresentar uma alternativa ao clube baseado em um projeto a ser construído – completou Ademar.

Peter, por ora, não se manifestou quanto o futuro político. Assim como Mario. Há um outro elemento que pode entrar na disputa: Pedro Trengrouse, advogado especializado em direito desportivo e gestão do futebol, consultor da Fifa e da Fundação Getúlio Vargas. Seria uma espécie de terceira via. Porém, ter assessorado Márcio Braga, no Flamengo, pesa contra.

Por Explosão Tricolor / Fonte: Globo Esporte / Foto: Divulgação

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