Sabe fazer mágica, Fernando Diniz?




Fernando Diniz (FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)

 

A derrota do Fluminense para o Coritiba foi apenas mais uma constatação do que muitos de nós já sabemos: o elenco possui sérias carências. Sob o comando do Marcão, a atuação na primeira etapa foi até aceitável, mas com os eternos “asteriscos” nas laterais. Não tem jeito: as duas laterais pedem socorro! São duas situações que o Fernando Diniz terá que “se virar nos trinta” já que a diretoria não sinaliza possibilidade de contratações. A situação é tão desesperadora que vale até improvisar o Yago Felipe ou dar uma chance ao promissor Jhonny, do Sub-20.

Além da situação caótica nas laterais, o Fluminense vai passar por maus bocados no ataque. Cano e Arias são os únicos, minimamente, confiáveis. Luiz Henrique irá embora e o Fred se aposentará. Já o Caio Paulista e o Willian Bigode, deixo uma pergunta no ar: existe algum torcedor tricolor que acredita na dupla?

O Caio Paulista tem dificuldade de dominar o principal instrumento de trabalho dele: a bola. A relação dele com a redonda parece um luta de UFC. No segundo tempo, em uma das raras escapadas do Fluminense, ele recebeu livre na grande área, mas sequer conseguiu dominar a bola. Como um atacante que custou R$ 9,2 milhões aos combalidos cofres do Tricolor não consegue fazer o básico?

Sobre o Willian Bigode, nem precisa alongar muito. Jogador sem sangue! O desinteresse dele é escancarado. Como está em final de carreira, não está nem aí. O último bom contrato da vida dele está assinado até o final de 2023. A “Fluprev” bancará! E o presidente Mário Bittencourt ainda fala em reconstrução… 

Não gostei da contratação do Fernando Diniz, mas reconheço que a missão dele não será nada fácil. Torço para que ele tire algo da cartola, mas sei que milagre não dá para fazer. De qualquer forma, não dá para dizer que ele não é corajoso. Assumir esse Fluminense cheio de carências e limitações é um baita desafio. Se a diretoria não contratar, o Diniz terá que fazer mágica!

Vamos ver como será a “Nova Era Diniz”, mas engana-se quem acha que o problema é só treinador…

Vinicius Toledo

 

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