Sem caça às bruxas




Rafael Ribeiro (FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)



Pensei muito antes de publicar algo sobre a estreia do Fluminense no Campeonato Carioca 2021, pois o torcedor tricolor testemunhou mais um show de horrores da arbitragem comandada pela Ferj. Com menos de vinte minutos de jogo, um pênalti escandaloso não marcado e um gol legal anulado. Dois lances que escancaram ainda mais o enfraquecimento do Tricolor nos bastidores do futebol carioca.

Sobre o a bola rolando, gostei bastante da atuação na primeira etapa. A dupla Miguel e Gabriel Teixeira ditou o ritmo do time. O primeiro se movimentou bastante e deu excelentes passes. Já o segundo correu o campo todo, finalizou com perigo e mostrou rapidez de raciocínio na tomada de decisões. Infelizmente, o Miguel saiu no final do primeiro tempo.

Pelo que foi apresentado nos primeiros quarenta e cinco minutos, o Fluminense poderia ter feito uns 2 ou 3 a 0, mas…

Pois é, futebol é bola na rede. Até a metade da segunda etapa, a molecada seguiu em cima, mas nada de balançar a rede adversária. Com justiça, o Fluminense abriu o marcador, porém, não conseguiu segurar a vantagem por muito tempo. As falhas individuais do Frazan pesaram e o Resende virou o jogo.

Apesar do resultado, sou contra qualquer tipo de caça às bruxas. Acertadamente, o Fluminense optou por colocar um time só de garotos e isso tem um preço. Ganhar do Resende é sempre uma obrigação, mas faltou malandragem aos garotos, porém, não há como não considerar que a arbitragem tenha sido decisiva para o resultado final.

Segue o jogo, mas não é difícil imaginar como esse Campeonato Carioca terminará, pois nada mudou. E nem mudará.

Para encerrar, o serviço de transmissão da empresa geradora de imagens foi uma lástima (vídeo abaixo sobre o tema).

Forte abraço e ST

Vinicius Toledo

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