Tarde infeliz




FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC

Buenas, tricolada! Infelizmente, por questões profissionais não pude acompanhar o duelo entre Flu e São Paulo pela trigésima-primeira rodada do Brasileiirão 2019. Assisti aos melhores momentos, participei de resenhas com alguns amigos que tiveram a sorte de ver a peleja, e por isso creio que possa descrever rapidamente o meu juízo e opiniões a respeito.

No confronto Diniz vs. Diniz, no final das contas trinfou o pupilo Marcão. Sim, aquele que apreendeu a metodologia e os conceitos do “mestre” e aplicou, com ressalvas e valores agregados, as suas valias e convicções. E a porra da bola entrou, caramba! Já não era hora?

O time foi muito bem, à exceção do esforçado e irritante Gilberto. Poucos falaram, mas o Muriel operou um milagre no começo do jogo – e só! A zaga e o sistema defensivo sobraram, o Caio Henrique voou, Yuri, Allan, a formiguinha Daniel e PH Ganso passearam na meiúca, e finalmente o ataque funcionou. Dois a zero pro Tricolor Carioca em pleno Morumbi. É pra uma minoria!

Aí, enchemo-nos de esperanças para encarar o Inter, no Beira Rio. Jogo doído, difícil, porrado, e que colocaria à prova os frágeis corações tricolores! Os gaúchos tentando sair do inferno astral, depois das eliminações, derrotas e da demissão do treinador-maionese, e a gente buscando afirmação – e uma sequência de vitórias que resgatasse a autoestima e o amor contido da torcida.

Tínhamos uma resenha de pré-jogo favorável. A minha intuição, e a de muitos, dizia que mais uma vitória fora dos nossos domínios era possível. Mas o Marcão resolveu desconectar a nossa fé cega e amolar a faca que reparte esperanças, no primeiro tempo.

Caceta, que raios de teimosia o faz manter o Gilberto entre os titulares? Que ele ponha o Julião. O Calegari – como venho defendendo. Enfim, que improvise, mas o lateral-direito intocável de Abel, Marcelo Oliveira, Diniz, Osvaldo e Marcão não pode mais pisar nos estádios entre os onze que começarão as partidas pelo FFC!

Não satisfeito, o cara sacou o PH Ganso para escalar o improdutivo Nenê! Deus do céu, será que somente uns poucos torcedores enxergam que o camisa 77 ainda não disse ao que veio? Sem essa de “poupar” o jogador mais talentoso da equipe pela sequência de jogos – como o Marcão mencionou nas entrevistas! O Ganso não vem atuando em todos os embates do Flu, e ainda é substituído na maioria deles. Que merda de cansaço é esse?

O tal Jorge Jesus veio de fora pra desmistificar essa máxima escrota as quais os técnicos brasileiros se escondem por de trás! Jogo decisivo, entram os melhores! Ou será que o nosso treinador-estagiário pretende mesmo é fazer média com os medalhões?

Inacreditavelmente, levamos dois gols na primeira etapa por falhas improváveis do Muriel. Isso mesmo, do nosso melhor jogador há umas quinze rodadas! Contudo, o nosso goleirão operou um baita milagre, no final da contenda, espalmando uma bola quase indefensável batida de dentro da área. Isso me fez esquecer da maldita LEI DO EX, que sempre nos afunda. Muriel foi infeliz, mesmo, e ponto!

Beleza, o segundo tento dos malandros foi irregular, mas eu já não tenho mais saúde para enumerar as mazelas que as arbitragens nos causaram nesta temporada. Esta, contra o Colorado, foi mais uma delas!

Até os Inter abrir o marcador, o Fluminense era soberano. Já havíamos chutado três bolas a gol e sofrido pouquíssimos sustos. Depois disso, azedou a salada. E numa jogada em que teríamos a chance de estufar as redes inimigas, quando já perdíamos por um a zero, o Yony optou por um chute pererecante nas mãos do Lomba, quando tinha um companheiro livre à esquerda. O goleiro da equipe dos pampas ligou o contra-ataque em velocidade, e o adversário arrumou o escanteio que selou o placar da primeira metade do duelo.

Pois é, mas o senhor Marcão pareceu-me satisfeito com o que vira até então. Ele voltou com o mesmíssimo time para a segunda etapa. Eu viria de PH Ganso e Evanílson nas vagas de Nenê e Marcos Paulo (ou Yony). Tirar um dos volantes seria convidar o Internacional pra jantar à nossa mesa. E o Yuri fez boa partida, portanto, não merecia ser retirado das quatro linhas.

De qualquer forma, o FFC imprensou o Internacional no seu campo de defesa, nos últimos 45 minutos. Aliás, os caras jogaram por mais uma ou duas bolas, apostando nos contra-ataques. E o Flu rondava a intermediária vermelha sem assustar a meta do arqueiro Marcelo Lomba.

No auge da minha irritação, defenestrando o Marcão e papeando com os amigos tricolores pelo Zap, eu cobrava aos brados as necessárias mexidas no time.

Putz! O cara vem de Wellington Nem e Lucão (quem?)! Quase desisti de permanecer à frente da TV! Minha irritação atingiu a patamares estratosféricos!

Entretanto, como o futebol continua calando os “donos da verdade”, em jogada individual, após erro do bom beque Víctor Cuesta, o Nem arrancou em velocidade, entortou o Rodrigo Moledo e descontou o marcador para o Tricolor Guerreiro. Um a dois, no começo do segundo período, com a torcida vermelha jogando contra, e com o Inter acuado seria o prenúncio de um empate, quiçá uma virada, históricos!

Sim, mas o tal do Marcão mais uma vez cagou o pau! Entrou com Guilherme! Porra, não dá! É impossível que os senhores, doutores, professores e catedráticos do futebol enxerguem fatos que nós, meros apaixonados, não consigamos antever no desenrolar de uma peleja! Lucão? Guilherme? Tendo Ganso e Evanílson no banco? E o Jotapê? Ah, ele está mal, sem foco, sem cabeça… Num f%#@*$!!!! O moleque é jogador profissional do Fluminense Football Club! E muito mais efetivo do que esse Lucão!

Então, galera, vimos esvaírem-se pelos dedos um ou três pontos bem alcançáveis nesta tarde de domingo, no sul do país! Dos males o menor, já que, sinceramente, eu esperava trazer para o Rio, em nossas malas, após as duas últimas rodadas, zero ponto! Trouxemos três! Caramba, e os concorrentes diretos têm nos ajudado bastante… Nossa incompetência beira à idiotice!

No Beira Rio descolorido pela ausência de torcedores colorados, e descolorido também em campo pelo fato de o Flu ter atuado de armadura branca, vimos a nossa saga ser reiniciada com um azedume desconfortável em nossas bocas. É isso, não sabemos qual Fluminense pisará nos gramados daqui para adiante: o do confronto frente ao São Paulo ou este, do fim de semana, contra a equipe gaúcha, que embolsou mais uma derrota sem permitir que tenhamos dias mais tranquilos até a próxima guerra!

Que fase!

Saudações eternamente tricolores!

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