Por Lindinor Larangeira
Um tributo ao ponta-esquerda que unia raça e inteligência tática, peça fundamental no Tricampeonato Carioca e no Brasileiro de 1984.
Rio de Janeiro, 2 de julho de 1983. Foi mais um daqueles típicos dias de inverno carioca: ensolarado, com temperatura amena e baixa possibilidade de chuva. Um sábado ideal para atividades ao ar livre e para assistir a um bom jogo de futebol.
A data marcava a estreia de Washington e Assis no Tricolor, em partida do Campeonato Carioca, àquela época um torneio dos mais interessantes do Brasil, contra o tradicional São Cristovão de Futebol e Regatas, mandante do jogo, realizado em São Januário.
O Fluminense bateu o Time Cadete, formado por muitos veteranos, pelo placar de 3×0, com dois gols de Delei e o primeiro de muitos de Washington, parceiro de Assis, em uma das duplas de maior sucesso na história do Fluminense, que ficou conhecida como “Casal 20”, apelido dado pelo famoso colunista Ibrahim Sued, por conta de um seriado de mesmo nome, exibido com muito sucesso na TV, naquele ano.
Além dos estreantes, se a memória não me trai, foi o primeiro jogo de outro ídolo daquele time inesquecível, que assisti. E confesso, naquele dia, contrariado pela não escalação de Paulinho…
A prata da casa ou o forasteiro?
No alambrado, eu xingava o treinador Cláudio Garcia pela opção por Tato, em detrimento de Paulinho, cria da casa e xodó da torcida. Mas o tempo e o futebol provaram que o técnico tinha razão. Romerito, Washington e Tato, para mim, foi o ataque mais marcante dos que vi jogar pelo Fluminense.
Paulinho, que fez o golaço do tricampeonato, em 1985, jogava muito. Mas Tato era completo. Foi uma peça fundamental da segunda Máquina Tricolor. Equipe que além do histórico tri-carioca (83,84 e 85), conquistou o Brasileirão de 1984 e diversas competições internacionais, com destaque para o Torneio de Paris, de 1987, quando bateu a seleção da Europa na final, por 3×1, sob os aplausos de 50 mil torcedores, no Parc des Princes.
Tato para quem não viu
Para quem não viu Carlos Alberto Araújo Prestes, nome de batismo do curitibano Tato, vamos traçar um paralelo com os dias atuais. Imaginem um Canobbio com mais leitura de jogo, inteligência tática e capacidade de deixar os companheiros na cara do gol. Esse era Tato, convocado três vezes para a seleção brasileira.
Craque, que honrou todas as camisas que vestiu, sobretudo o manto Tricolor, nos deixou nesta terça-feira, 27 de janeiro, aos 64 anos. No céu, já deve ter sido recebido, com festa, pelo “Casal 20”.
Obrigado por tudo, Tato. Você é um daqueles ídolos eternos.
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