Temas intermináveis… e massantes!




Foto: Divulgação / Fluminense FC



Temas intermináveis… e massantes! 

Buenas, tricolada! É curioso e intrigante o modismo e a utilização de gírias que, muitas vezes, as pessoas sequer têm noção dos seus significados – ou não conseguem estabelecer corretamente estes termos associativos com o fonema máter!
O torcedor é NUTELLA ou MODINHA somente porque discorda da opinião de algum “dono da verdade”? Eu, hein!!!! E a democracia???? E o direito de livre expressão???? Chamam-se tais atitudes de resistência passiva. Eu já encaro como genuína tentativa de censura!
Então, mesmo não sendo o meu metiê – responder a acusações e ingerências de outrem -, e ainda abordando uma matéria que já encheu os meus pacovás, vou tentar esclarecer o porquê do meu desprezo a Everaldo e a seus representantes mercenários, diante de sua provável saída! De antemão, não sou um soberano incontestável e nem tenho procurações de A ou B para defender quaisquer teses – ou atacar os opostos. Portanto, peço respeito à minha opinião, assim como dedico reverência aos pareceres alheios, mesmo discordando, por vezes.
Em primeiro lugar, relevem-se os fatos políticos e financeiros. É evidente que quaisquer profissionais buscam – ou devem buscar – evolução e melhoria de suas condições de trabalho. O jogador de futebol não pode agir de forma distinta. O problema, neste imbróglio, foi a fórmula que esses caras utilizaram para conseguir o tal crescimento, a tal ascensão. Um claro erro político!
O Flu não pode ser TRAMPOLIM, diante de sua grandeza e história. O nosso país, por exemplo, desandou em balbúrdias e desmandos depois que as ingratidões passaram a fazer parte do menu social diário!
Não estou com isso defendendo o amador e incompetente Pedro Abad. Ele é indiscutivelmente pouco carismático e tem que vazar de Álvaro Chaves. Contudo, é estranha e vulgar a conduta do(s) agente(s) do atleta, que leiloou(aram) o seu “passe” com Cruzeiro, Corínthians e Grêmio. Ou as pessoas esquecem-se de que o(s) malandro(s) fez/fizeram reuniões com as diretorias destes clubes mesmo sabendo que o Flu pretendia manter o seu pupilo?
Pior, nós tínhamos a preferência contratual para exercer o direito de aquisição. E ainda mais grave, estas más atitudes foram adotadas bem antes do prazo que teríamos para efetuar a compra de parte dos referidos direitos, em 17 de maio do corrente ano – um indício clássico de tirania e desdém. Pois é, foi-se a ética há séculos!
Salários têm que ser pagos em dia, um mês não pode ter 60, 90, 120 dias, sei lá. Mas poucos são os jogadores – e seus “amigos” – que têm vislumbres de seus próprios futuros. Eles são imediatistas e só pensam em cifras. E poucos são os clubes tupiniquins que pagam os proventos no dia 5 de cada mês.
Do fundo da minha alma, tomara que os céus não me castiguem, eu quero que Everaldo – assim como desejei nos casos de Dalton, Marinho, Scarpa, e provavelmente tencionarei com o Calazans – apodreça no banco de reservas do time pelo qual optou, apunhalando pelas costas as glórias tricolores e o clube que abriu-lhe as portas para o futebol!
Em segunda instância, é muito justo que um profissional, de qualquer área, escolha os seus caminhos, pois somente ele sabe onde os seus calos apertam. Outrossim, a hombridade tem que estar acima das questões econômicas. Se Everaldo e agentes sabiam que não tinham interesse em continuar nas Laranjeiras, que marcassem reuniões com a nossa malograda diretoria e botassem as cartas na mesa! Ponto!
Mas, ao contrário, os indivíduos, com condutas estranhas, esconderam-se, fugiram das tais reuniões, sequer atenderam os telefonemas do Abad, enfim… Isso é correto, na avaliação da maioria? Não posso crer.
Em terceiro, não admito me ver lamentando a saída do Everaldo – ou do Calazans! Jogadorezinhos muito comuns, no meu entendimento – e aceito os pareceres contrários! O Everaldo tem até importância tática no time montado pelo Diniz. Doa-se, não tira o pé das divididas, sua o nosso manto, corre os 90 min., representa até mesmo uma boa alternativa de desafogo ali pelo lado esquerdo do nosso ataque. Mas ninguém é insubstituível – especialmente ele!
Quem já conviveu com as saídas de Samarone, Lula, Flávio Minuano, Mickey, Gérson, Rivellino, PC Caju, Pintinho, Dirceu, Capita, Edinho, Marinho Chagas, Doval, Super Ézio, Ricardo Gomes, Romerito, Aldo, Branco, Carrasco Assis, os Washingtons, Deley, Marcelo, Tato, Renato Portaluppi, Gabriel, Fred, Conca, Deco, TS3 e TN10 não pode deixar escorrer meia lágrima no rosto pelas opções desses dois ingratos!
Que eles sigam as suas carreiras, abençoados pelo Criador, e esqueçam definitivamente o Fluminense Football Club, se forem verídicas as especulações de que já estão acertados com Corinthians e São Paulo – Everaldo e Calazans, respectivamente!
É óbvio que esta minha radiografia dos acontecimentos será válida apenas se ambos saírem do Flu pela “porta dos fundos”, de fato, como está se desenhando.
No entanto, mesmo que eles fiquem nas Laranjeiras, a minha avaliação sobre a parte técnica dos dois jogadores, principalmente do Everaldo, não sofrerá alterações em uma vírgula sequer! Ele são dedicados, mas medianos – e olhe lá!
Após este meu desabafo, vamos à veracidade dos acontecimentos e às responsabilidades por toda esta celeuma.
Não sei se a galera tem conhecimento, há vários dispositivos e mecanismos quando se redige uma minuta de contrato entre uma agremiação e um atleta de futebol.
Quando a referência é um empréstimo, dentre outras, pode ser incluída a prioridade de aquisição definitiva pelo clube recebedor do pé de obra, ao término do período acordado. Estabelecem-se, neste caso, valores, prazos, formas de pagamento, ou mesmo as possibilidades de prorrogação do empréstimo.
Mas a praxe determina um adendo, no cerne de tais dispositivos, que remonta uma outra cláusula. Ela estipula a RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DE COMPROMISSO PROFISSIONAL entre jogador e clube interessado. É neste item (e seus desdobramentos) que pretendo manter meu foco, daqui até o final da coluna.
Não sei por que cargas d’água, Abad e sua trupe não abrangeram este objeto no momento em que firmaram contrato com Velo Clube, São Bento de Sorocaba e atleta (empresários). Foi somente uma garoteada ou esta atitude é parte íntegra do pacote incompetência/amadorismo? Esquisito…
Por que motivo a diretoria não exerceu o seu direito de compra, logo no início da atual temporada, se o Everaldo caiu nas graças de boa parte da torcida – e do novo treinador? Creio que naquela ocasião não havia interessados nos seus préstimos.
Qual a explicação para terem gastado uma grana de que não dispomos, no início de 2019, com o fraquinho Marlon – 30% de seus direitos econômicos, se não me engano, depois de já terem adquirido 20%, em oportunidade anterior? E por que não direcionarem esta verba para a obtenção do Everaldo em definitivo?
Seria o enorme Fluminense, hoje em dia, apenas “barriga de aluguel” para empresários gananciosos? Ou estamos a mercê destes sanguessugas por conta de nossa penúria financeira?
Numa boa, tricolores, são perguntas que não calam no meu peito e chegam a tirar o meu sono, eventualmente.
Em suma, rapaziada, enquanto houver Abad e FluSócio, haverá dores, desterro, solidão e ostracismo. O mês de junho está próximo, a nova eleição bate à nossa porta, mas não tenho a convicção de que o novo mandatário conseguirá desfazer os nós que este povo conseguiu atar em tão pouco tempo – se considerarmos a longeva história do Flu!
O que Deus tiver reservado pra gente, que consigamos sempre lembrar da grandiosidade e do ineditismo em diversas ações que o Fluminense capitaneou em sua trajetória mais do que centenária. É fundamental que alguns trouxas tenham ciência do seguinte: o Fluminense Football Club somos nós – e não alguns gestores, atletas e empresários, que somente maculam as nossas cores e esburacam a nossa estrada!
Saudações eternamente tricolores!

Ricardo Timon

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