Três pontos com ajuda do herói rodrigueano




Foto: Mailson Santana/ FFC



Mais uma santa vitória. Sim, foi santa mesmo. Assim como foi no jogo retrasado, contra o Fortaleza. Se no Castelão, Muriel operou milagres, no Mané Garrincha, o Gravatinha aproveitou um cochilo do Sobrenatural de Almeida e aprontou com o Cássio. O nosso herói rodrigueano agiu com tanta perfeição que o autor do gol foi justamente um jogador que tem sido injustamente criticado: Paulo Henrique Ganso.

O Fluminense ficou longe de ter uma grande atuação. Em diversos momentos, a equipe apresentou sérios problemas nas duas laterais. Sendo assim, o time acabou afunilando diversos contra-ataques muito bem puxados por Allan e Nenê. Para piorar, o Yony González não ajudou. Mais uma atuação ruim do colombiano. João Pedro, que tem a missão de atuar mais enfiado na área, virou presa fácil para a zaga do Corinthians, entretanto, o garoto saiu para buscar jogo e até ajudou na marcação.

Outra situação que incomodou foi o jogo aéreo. Na primeira etapa, a defesa tricolor perdeu quase todas. Após o intervalo, por incrível que pareça, o Gilberto ajudou a cortar perigosos cruzamentos dos paulistas. É bom ressaltar que esse problema é de longa data.

Apesar dos problemas nas laterais, a nova formação tática adotada pelo Oswaldo de Oliveira apresentou alguns pontos positivos. Como segundo volante, o Allan gastou a bola. Se movimentou bastante, avançou com autoridade e fez o contra-ataque tricolor ganhar vida. Nenê foi outro que se destacou com relevância.

Além do Allan e Nenê, Paulo Henrique Ganso também mandou bem. Atuando mais avançado, o camisa dez foi mais participativo nas ações ofensivas. Moralmente, o gol foi importante para ganhar confiança para a sequência. Definitivamente, ele tem que atuar próximo dos atacantes, ou seja, nas redondezas da área adversária. Com liberdade, ele finaliza, dá passes diferenciados de primeira e ainda aparece na área para finalizar.

O Fluminense segue em situação delicada no Campeonato Brasileiro, mas termina o turno fora da zona de rebaixamento. Jogar bonito é algo bacana, mas o que importa mesmo é bola na rede adversária e os três pontos. Agora é focar na recuperação imediata para tentar se afastar de vez do Z-4 e, consequentemente, buscar uma melhor colocação no final do Brasileirão.

Contra tudo e contra todos, a luta continua.

Curtinhas

– Yuri se encaixou bem à frente da zaga.

– Deus do céu, Pablo Dyego está zicado! Força, garoto!

– Luccas Claro e Orinho até o final de 2020? E os caras estão sem jogar há séculos… Qual o nome que se dá para isso?

– Próximas metas: vencer o Goiás no Serra Dourada e fazer uma boa promoção para os jogos contra o Santos e Grêmio.

– Sete minutos de acréscimos? Não tem jeito, é o Fluminense contra tudo e contra todos.

Vinicius Toledo



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