Um CEO pode rasgar o dinheiro da sua organização?




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Um CEO pode rasgar o dinheiro da sua organização? (por Lindinor Larangeira)

CEO, da sigla em inglêsl Chief Executive Officer, tem sido uma das expressões mais ouvidas e faladas pela torcida do Fluminense. Só perdendo para SAF, Sociedade Anônima do Futebol.

Mas afinal, o que seria esse tal CEO? É  o principal executivo de uma empresa, sendo responsável pela estratégia, operações e resultados da organização.

Vamos imaginar então uma situação hipotética: um CEO prorroga por um ano o contrato de um funcionário, que no ano anterior teve performance excepcional, mas que no ano corrente apresenta um trabalho bastante ruim. Mesmo com muitos avisos e a grita de  parcela expressiva dos acionistas. Afinal, quem manda é ele, e o executivo confia no seu feeling. Para ele, aqueles que reclamam nunca deram dois workshops.

Como o desempenho do empregado continuou pífio, com resultados abaixo do esperado, aumentou a pressão dos diversos stakeholders. Um mês depois da renovação do contrato, e com elevada multa rescisória, onerando ainda mais os já combalidos cofres da empresa, o empregado foi para a rua.

Outro empregado, que disputou a vaga aberta com um estrangeiro, mas que não agradava a maior parte dos acionistas foi contratado para salvar a organização de uma situação bastante complicada. A escolha se deu porque para o CEO, “empregado estrangeiro é hype”.

Mesmo com performance no nível do medíocre, o escolhido conseguiu ajudar a tirar a firma do buraco. Porém, o estrangeiro preterido conduziu uma empresa concorrente a um resultado bem melhor.

O contrato do servidor em questão, com vencimento no final daquele job, foi prorrogado por mais um ano, mesmo com as muitas reclamações dos mais diversos públicos da entidade. Foi por gratidão ou por uma cláusula de renovação automática do contrato firmado por um CEO, que não tem a transparência como uma de suas características de gestão.

Assumindo o erro, o CEO demitiu o funcionário três meses depois. Assim, gerou mais uma multa milionária para os cofres da endividada empresa por conta do desleixo do gestor.

Porém, o executivo,  que pode até não ter muito cuidado com os recursos da instituição, é astuto e agiu rápido. Contratou um funcionário querido e muito bem avaliado pelos stakeholders da organização. Só que o acordo representou  mais um elevado dispêndio para a empresa. Por isso, um analista econômico, em programa de grande audiência na TV, afirmou, irritando bastante o CEO, “que ele estava rasgando dinheiro da empresa”.

Resumo da história: a empresa vai pagar três empregados para a mesma função até o final de 2025, e torcer para a terceira tentativa ter sucesso. Caso contrário, os projetos pessoais do executivo podem se tornar mais difíceis de se realizarem.

A pergunta que cabe fazer é uma só: se você fosse um headhunter, contrataria esse CEO?

Eu, com certeza, escolheria outro.

PS: Esse é um texto de ficção. Qualquer semelhança com a realidade será apenas uma mera coincidência.