Única obrigação




Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.

Domingão, tempo bom e a torcida de guerreiros meteu o pé na estrada para comprar o barulho do Fluzão na primeira partida de 2020. Mesmo sabendo que o time estava bem esfacelado, a massa meteu um #PartiuBacaxá nas redes sociais e foi! Sendo assim, não havia como não falar dessa rapaziada da arquibancada antes de comentar sobre o jogo. Povão, organizadas e movimentos populares representaram bonito os milhões de tricolores espalhados pelo mundo.

Sobre o jogo,com toda sinceridade, alguém realmente esperava uma atuação espetacular com chapeuzinho, ovinho e olé? Claro que não! Com apenas sete treinos e cheio de desfalques, a única obrigação do Fluminense diante da Cabofriense era a de conquistar os três pontos.

O primeiro tempo foi sofrível. Orinho passou um pouco de aperto com o lado direito da Cabofriense, Hudson tentava achar um posicionamento e o ataque estava perdido. Nenê era o único que tentava algo, mas sozinho não tinha como resolver. Não à toa, o Tricolor errou 33 passes contra 16 do adversário.

Na volta do intervalo, Luccas Claro “marcou o primeiro gol do Fluminense na temporada ou alguém acha que não foi? Era gol certo dos caras! Por falar no zagueirão, a atuação dele foi digna de aplausos. É limitado, mas compensou com muita firmeza, raça e seriedade. Como não poderia deixar de ser, a arbitragem ignorou um pênalti escandaloso no Luccas Barcelos, que levou um chute na cara do zagueiro adversário. Nem perderei meu tempo reclamando, pois já virou sacanagem. Essa responsa é do presida e de sua diretoria.

Na minha visão, Odair Hellmann esperou muito tempo para realizar substituições. E a primeira opção do comandante brigou feio com a bola. Definitivamente, o Pablo Dyego não pode reclamar da vida. Não joga nada, mas sempre é contemplado com renovação de contrato.

Apesar da falta de qualidade, o time não desistiu de buscar a vitória. A entrada do Miguel deu uma melhorada na construção das jogadas. Porém, foi a entrada do Matheus Alessandro que colocou fogo nos minutos finais. E o Fluminense acabou se dando bem. A jogada do gol contou com a velocidade do próprio Matheus Alessandro, toque de classe do Hudson e técnica extraclasse do Nenê. Ou seja, a união da juventude com experiência deu o seu sinal de vida já no primeiro jogo.

Nem preciso dizer que o Campeonato Carioca não é parâmetro técnico para nada, correto? No entanto, foi legal ver o estádio raiz lotado de tricolores e o time jogando com seriedade até o fim. Valeu pelos três pontos.

Ah, só pra lembrar: na quinta tem Maraca!

Forte abraço, tmj e ST!

Vinicius Toledo

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