Vergonha no Mineirão e histeria atleticana




Fred (FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)



Tudo conspirava contra, mas quando a bola rolou no Mineirão, o Fluminense encarou de verdade o Atlético-MG. Confesso que fiquei surpreso com a postura tricolor, que acabou sendo premiada com o gol do Manoel. Mesmo com a vantagem, a rapaziada seguiu batendo de frente com o virtual campeão brasileiro.

Uma coisa que chamou muita atenção é que os mineiros baixaram a porrada no Fred, inclusive, o Junior Alonso merecia ter sido expulso em uma dessas entradas, mas ficou só no amarelo mesmo. Era nítido que queriam tirar o capitão do sério.

Nervoso, o Atlético-MG não parou de chorar e pressionar. Foi assim na arquibancada e no campo. Um show de histeria digna de quem carrega muitos traumas e até um uma espécie de complexo de inferioridade. É até compreensível, porém, toda essa choradeira acabou surtindo efeito. Os caras ganharam um pênalti inexistente no grito. Pois é, foi no grito mesmo. Precisava mesmo disso, Atlético-MG? E o Sr. Marielson Alves Silva, que mesmo com os recursos do VAR, teve a coragem transformar um lance totalmente normal em pênalti?

Na base do chororô, os donos da casa empataram e até cresceram na reta final da etapa inicial diante de um Fluminense minado pela arbitragem.

Já no segundo tempo, o árbitro marcou uma falta inexistente, que acabou resultando no segundo gol do Atlético-MG. A bola ainda contou com um desvio do Wellington. Depois de todo esse show de horrores da arbitragem e histeria atleticana, que acabou resultando na virada deles, Marcão realizou algumas substituições. O Fluminense voltou a entrar no jogo, mas o prejuízo já era dos grandes.

É uma vergonha o que ocorreu no Mineirão, muita vergonha mesmo, pois faz com que o imaginário de cada um de nós pense “n” situações desagradáveis. Não é à toa que o futebol brasileiro está cada vez mais sendo deixado de lado pelo povo. É elitização na arquibancada, falta de transparência, amadorismo dos dirigentes, erros de arbitragens cada vez mais escandalosos, má utilização do VAR, etc… 

Apesar de tudo que foi dito acima, não dá para esquecer do Marcão. Escalar Wellington, adiantar o André e deixar o Calegari no banco foi um grande absurdo. Wellington fez apenas o simples para não comprometer. Já o André não se sentiu à vontade atuando mais adiantado. Acredito que ele tenha muita capacidade para atuar até como armador, mas essa não era a hora de fazer isso. Pela qualidade dele, que é o melhor cabeça de área do Brasileirão, e também pela grande atuação do Calegari na vitória sobre o Internacional, os dois com o Yago Felipe deveriam ter formado o trio do meio de campo titular na capital mineira.

Para encerrar, aguardarei uma defesa institucional por parte do presidente Mário Bittencourt, mas tem que ser algo digno da grandeza do Fluminense Football Club. Os gritos e o dedo apontado em direção ao árbitro no túnel do Mineirão foram compreensíveis, mas só servem para viralizar nas redes sociais e causar uma falsa impressão de que fez algo mais enérgico.

Observações:

– A atuação do Manoel foi muito boa. E não foi só pelo gol. Encaixou bem com David Braz.

– O Caio Paulista segue péssimo…

– Com os tropeços do Internacional e RB Bragantino, que se enfrentarão na última rodada, a vaga direta para fase de grupos da Libertadores é algo muito possível desde que o Fluminense vença o Bahia no próximo domingo.

– Domingo que vem será decisão na Fonte Nova.

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Forte abraço e ST

Vinicius Toledo



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