Vitória com as sandálias da humildade




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Excelente vitória no nosso salão de festas do Engenho de Dentro, mas poderia ter sido menos sofrida, né?

No primeiro tempo, o Fluminense mandou no clássico vovô. Em diversos momentos, ficou nítido que o time voltou a jogar como na época do Fernando Diniz, ou seja, muita posse de bola e troca de passes.

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Apesar do domínio, poucas foram as chances reais de gols por conta do crônico problema da última bola. Seja na hora do passe decisivo ou na finalização, a equipe tricolor segue pecando na hora do acabamento de suas ações ofensivas. O time sabe trabalhar a bola, tem calma para construir as jogadas, mas na hora de decidir… Por sorte, o Yony González se antecipou ao zagueiro Joel Carli para fazer o gol da vitória tricolor.

Após o intervalo, o time deu uma recuada e o Botafogo ganhou vida. No entanto, a defesa até se comportou razoavelmente bem e, é claro, o Muriel foi muito bem nas poucas vezes que foi exigido.

Mesmo com uma postura mais conservadora, o Fluminense ficou mais próximo de ampliar do que o Botafogo de empatar. Infelizmente, o ataque deixou a desejar. Wellington Nem, Nenê e João Pedro desperdiçaram chances claríssimas. Ainda teve uma com o Yony González, mas o Gatito fez uma grande defesa.

Apesar do pequeno sufoco nos minutos finais, a vitória foi justíssima. E o placar de 1 a 0 ficou barato para o Botafogo, mas foi o suficiente para o Fluminense respirar aliviado no Brasileirão.

Agora é seguir caminhando com as sandálias da humildade e acreditando na recuperação. A decisão de retornar ao estilo de jogo da época do Diniz é o melhor caminho a curto prazo, mas é necessário que o time não caia nas já conhecidas armadilhas. A defesa, por exemplo, não pode sair jogando bonito sempre. Tem hora que o “bicão pro alto” é necessário, ou seja, bola pro mato que o jogo é de campeonato!

O pulso ainda pulsa nas Laranjeiras para desespero da turma especializada em inverter valores morais e distorcer a história.

Curtinhas:

– Muriel já é uma grande realidade no Fluminense. A armadura tricolor caiu muito bem nele!

– Allan é um baita jogador, mas precisa melhorar seu poder de finalização.

– Daniel voltou a dar vida ao meio de campo, que vinha jogando no modo “canal 100”.

– Renova logo o contrato do Evanilson e coloca o garoto na vaga do João Pedro.

– Sem Caio Henrique e Allan, o time terá que se superar contra o Cruzeiro e Bahia.

Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo



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