Zerados




Nenê (FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)



Muitos desfalques, muito garotos e pouca criatividade. Mais uma vez, o Fluminense esbarrou na sua própria limitação para criar jogadas e saiu de campo sem uma grande chance de gol sequer diante do RB Bragantino, em casa, no Maracanã, pelo Brasileirão. Expectativas frustradas em relação ao que foi pintado antes do jogo? Sim, mas a atuação não foi nada surpreendente.

Com Marcos Felipe, André e Martinelli como titulares, fomos para campo com um time muito mais jovem. Do outro lado, também havia uma equipe que aposta em jovens. Um deles, Claudinho, bateu bem uma falta praticamente na meia-lua com menos de 10 minutos de jogo e parou em boa defesa de Marcos Felipe. Sinceramente, esse foi o lance mais interessante da primeira etapa.

Por parte do Fluminense, a única chance nasceu dos pés de… Cleiton. O goleiro do RB Bragantino saiu mal e deu a bola nos pés de Nenê, que tentou encobrir e levou muito perigoso. Entretanto, tocar para o Marcos Paulo teria sido uma decisão melhor na minha opinião, já que o camisa 11 estava livre e melhor posicionado para chutar.

Na volta do intervalo, Nenê e Wellington Silva, um pouco produtivo e o outro desaparecido, saíram para dar vaga a Felipe Cardoso e Luiz Henrique. Se não fosse pela entrada de Cardoso, teria achado uma mudança perfeita. Poderíamos ter jogado o segundo tempo com um a menos, não faria muita diferença. Até porque um centroavante precisa ser municiado para poder chutar a bola para fora ao menos. Falando em chute, acertamos apenas uma bola no gol, ainda no primeiro tempo. Isso mostra que a criatividade também não deu as caras nos 45 minutos finais, ainda que o técnico Odair Hellmann tenha dito na coletiva que fomos melhores.

Novamente nos primeiros minutos, o time paulista levou perigo em chute de fora da área com Arthur. Aliás, todos os lances de perigo da partida foram de longe. O que diz muito sobre como foi o jogo. Avançando já para o final, aos 38 minutos — o futebol jogado nesse intervalo nem vale a pena ser mencionado —, Claudinho mais uma vez levou perigo. E parou em Marcos Felipe de novo. Dessa vez, o goleiro revelado em Xerém saiu bem demais na foto com uma ponte. Espero que o Odair tenha notado a segurança maior debaixo das traves. Eu, pelo menos, notei. 

No último lance no tempo regulamentar, Igor Julião poderia ter achado aquele gol espírita que volta e meia sai ao nosso favor. Mas não aconteceu. O lateral-direito-esquerdo pegou muito bem na bola, obviamente de fora da área — sabe quando não vale gol de dentro da área na pelada? Então… —, e quase nos deu mais dois pontos. Seriam comemorados, sim; não muito merecidos, também.

Menos dois pontos pensando na expectativa criada para partida. Mais um ponto pensando única e exclusivamente na tabela. Zerados pensando na atuação. Se bem que, querendo ou não, houve algo de positivo: não sentimos os desfalques, jogamos igualmente mal. Ah! Agora uma coincidência: somamos quatro pontos nos primeiros jogos do returno, assim como foi no turno. Só espero que voltemos a jogar bola diante do Athletico Paranaense e do Vasco, assim como foi no turno.

Curtinhas

 – Não foi só Marcos Felipe que me passou segurança. Calegari também esteve bem pela direita fazendo bons desarmes e não deixando espaços.

 – Confesso que não teria ido de Matheus Ferraz, mas sim de Luan Freitas. De qualquer forma, nossa dupla de zaga, seja formada por quem for, está invejável. Méritos do treinador.

 – Eu sempre falo a mesma coisa aqui nas curtinhas: parece que estamos regredindo com os dias de treino. Odair, agora que já te elogiei, vamos treinar umas jogadas ofensivas também!

 – O Miguel só não joga menos que o terceiro goleiro.

Saudações Tricolores, galera!

Carlos Vinícius Magalhães



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