Jornal revela existência de empresa de gestão de atletas em nome do Mário Bittencourt




De acordo com o jornal “Extra”, a eleição presidencial do Fluminense ganhou mais um capítulo. Desta vez, o tema é o confliito de interesses, que tem como protagonista o advogado Mário Bittencourt, candidato à presidência. Representante do Tricolor em vários assuntos, ele também é sócio de uma empresa de agenciamento esportivo, como revelam documentos obtidos pelo “Jogo Extra“.

A empresa “MLG Agenciamento e Gestão Empresarial Ltda” foi aberta em 03 de dezembro de 2012 por Bittencourt e Luis Eduardo Barbosa, seu sócio no escritório de advocacia. Depois disso, o advogado atuou como vice de futebol por 658 dias (de 08 de maio de 2014 até 25 de fevereiro deste ano). Uma função que prevê a contratação de atletas para o clube.

De acordo com seu contrato social, a MLG “tem por objetivo o agenciamento de profissionais para atividades esportivas, culturais e artísticas; consultoria em gestão empresarial; e a intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral”. Por isso, o conflito, já que poderia beneficiar algum atleta por ele agenciado.

Procurada pelo jornal Extra, a assessoria da campanha do advogado informou que as questões já haviam sido explicadas em sua conta do Facebok. No texto publicado na última quarta-feira, Mário Bittencourt afirma que criou a MLG porque sonhava virar um executivo de futebol, o que não ocorreu. Frisou que a empresa nunca fora usada e que já deu início ao processo de baixa, entretanto, a Receita Federal aponta que ela continua ativa. A assessoria ainda enviou à reportagem quatro declarações da Receita Federal que relatam não ter havido atividade operacional na MLG até 31 de dezembro de 2015. Como 2016 está em andamento, não há um comprovante.

Já a assessoria do Fluminense, indagada se o presidente Peter Siemsen sabia do conflito de interesses quando convidou Bittencourt para ser vice de futebol, respondeu que ele “não tinha conhecimento, e o clube não vai se manifestar sobre o assunto”.

Advogado que vira vice-presidente de futebol

Aos 38 anos, Mário Bittencourt acumula três passagens pelo departamento de futebol do Fluminense (2009, como gestor; 2011, como assessor da presidência; e de 2014 a 2016, como vice). Mas foi nos tribunais, como advogado do clube (função que deixará de exercer na quinta-feira), que ele conquistou popularidade. Após o sucesso no caso Héverton, em que o Tricolor escapou de disputar a Série B, em 2013, após as punições a Flamengo e Portuguesa, Bittencourt ganhou status de celebridade no clube. Não à toa, quando assumiu, meses depois, a vice-presidência do futebol, era o favorito absoluto a ser o sucessor de Peter Siemsen, no pleito que será realizado no próximo dia 26.

No comando do futebol, no entanto, Mário Bittencourt sofreu com o desgaste. Principalmente, por causa do insucesso da equipe em campo e à passagem relâmpago, considerada pela torcida um desastre, de Ronaldinho Gaúcho no Fluminense. Com isso, o advogado passou a ser questionado pelos gastos e pelas contratações, que muitas vezes giraram em torno de clientes do mesmo empresário: Eduardo Uram.

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Por Explosão Tricolor / Fonte: Extra / Foto do Banner: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor

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