Em sua coluna, Vinicius Toledo analisa o triunfo tricolor no clássico, defende Zubeldía e aponta falha tática em lance que gerou expulsão de Bernal.
(por Vinicius Toledo)
Fala, galera tricolor! Tudo tranquilo?
O Fluminense venceu o Vasco na primeira partida da semifinal do Carioca e a vitória foi justíssima. Mas, para além do adversário, a rapaziada teve que superar algo crônico no nosso futebol: a atuação ridícula do homem do apito.
O critério (ou a falta dele) refletiu diretamente no psicológico do time e até de Zubeldía, que acabou explodindo e sendo expulso. É muito fácil para as “bancadas de TV” comentarem com aquele tom de superioridade: “O Zubeldía perdeu o controle, bola fora…”. Pelo amor de Deus, chega de hipocrisia! O cara está no olho do furacão, vendo o árbitro cometer “equívocos” sistemáticos contra o seu time. É impossível segurar a onda o tempo todo. Uma hora a tampa da panela de pressão voa. E voou.

Organização e Variedade Tática
Mesmo com o jogo truncado e poucas chances, o Fluminense se mostrou muito mais organizado. O gol da vitória saiu em mais uma jogada ensaiada, provando que o time apresenta uma variedade interessante de repertório. Para quem assiste aos jogos no detalhe, a evolução é nítida.
E por falar em detalhe, quero comentar sobre o polêmico lance que acarretou na expulsão de Facundo Bernal. O uruguaio, diga-se de passagem, teve mais uma boa atuação e ainda deu a assistência de cabeça para o gol do Kevin Serna.
O erro na jogada ensaiada (Eu vi de perto!)
A jogada ensaiada na cobrança de falta foi uma tentativa de repetir o sucesso do jogo contra o Bangu, quando Freytes acertou um foguete que raspou a trave. Contra o Vasco, tentaram novamente, mas a execução foi falha. A bola rolada pelo Renê foi péssima, conforme o vídeo que eu mesmo registrei no Nilton Santos (assista abaixo).
Freytes até conseguiu finalizar, mas carimbou o adversário e gerou o contra-ataque que terminou na expulsão do Bernal. Na minha opinião, o uruguaio fez o certo ao matar a jogada. O grande erro foi a ausência de cobertura. Se o Freytes (que é zagueiro) era parte envolvida na batida, alguém deveria estar na sobra. Isso é o básico do futebol.
Tenho certeza de que serviu de aprendizado e a comissão técnica, que é muito boa, fará o ajuste.
O veredito
No restante, o Fluminense segue firme e muito bem trabalhado. No entanto, o elenco segue gritando por dois reforços pontuais: um goleador e um zagueiro de peso. Se a diretoria trouxer peças de verdade para essas posições, não tenho dúvida alguma de que brigaremos com força em todas as frentes.
Forte abraço e ST!
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