Vitória no detalhe e o “crime” contra Fábio: A análise do clássico no Maracanã




Fábio garantiu a vitória no final do jogo contra o Atlético-MG
Fábio - FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

(por Lindinor Larangeira)

Uma partida mais brigada do que jogada. Assim foi o clássico nacional entre Fluminense e Atlético-MG, na noite de sábado, no Maracanã.

A postura excessivamente cautelosa do time mineiro, principalmente no primeiro tempo, demonstrava que o Galo buscava levar ao menos um ponto do Rio de Janeiro. O gol de Castillo, em bela cabeçada após cruzamento perfeito de Canobbio, forçou os visitantes a mudarem a estratégia no segundo tempo, quando se tornaram um pouco mais ousados.

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Mesmo com uma etapa final mais movimentada, o jogo foi tecnicamente pobre. Os meias do Fluminense tiveram uma atuação bem abaixo do padrão, enquanto os dois volantes eram os jogadores mais lúcidos — com destaque absoluto para Martinelli. Do lado atleticano, Hulk parecia mais preocupado em “apitar” a partida do que em jogar futebol.

Rodrigo Castillo fez o seu primeiro gol pelo Fluminense
Rodrigo Castillo – FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Emoção no final e a “letargia” de Zubeldía

Um fato recorrente tem sido a demora de Zubeldía para mexer no time. O treinador poderia ter aproveitado a parada técnica para oxigenar a equipe, que já apresentava sinais claros de cansaço. O Atlético fez várias alterações e, na fase final, criou boas oportunidades, todas salvas pelos milagres de “São Fábio”.

Sobre o nosso goleiro, a não convocação de Fábio para a Seleção Brasileira parece um crime de lesa-futebol. Já a demora do técnico para alterar e manter a intensidade da equipe pode custar pontos preciosos no futuro. Zubeldía faz um trabalho muito bom, mas esse ajuste fino na leitura das substituições é o grande ponto de atenção a ser corrigido pelo argentino.

Os Personagens da Vitória

  • Fábio: Novamente o grande destaque. Esse atleta, que quebra recordes cada vez que entra em campo, já está na minha galeria de imortais ao lado de Félix e Paulo Victor. Além de merecer a Seleção, quando encerrar a carreira, merece um busto nas Laranjeiras.

  • Castillo: O atacante argentino apresentou suas credenciais. Um jogo é pouco, mas o “Urso Branco” mostrou características diferentes de Cano e John Kennedy, oferecendo novas opções táticas.

  • Martinelli: O “Moleque de Xerém” que mais honrou nossa camisa. O manto cai bem demais nesse garoto, que tem sido um dos pilares de sustentação do time.

  • Freytes & Jemmes: Partida muito honesta do Freytes, jogou o simples e colocou o “super-herói da Marvel” no bolso. Jemmes também foi bem; apesar de um erro no tempo de bola, salvou um gol em cima da linha.

  • Canobbio: É impressionante a dedicação do uruguaio. Parece ter quatro pulmões.

Se o Fluminense não fez uma exibição de gala, somou três pontos fundamentais e teve atitude. Agora, a torcida precisa entender seu papel: é lotar o Maracanã no retorno após as datas FIFA.

Notas Rápidas:

  • Renê titular? Fala sério, Zuba…

  • Arbitragem: Estranho o critério do “soprador de apito”. Qualquer contato em atleticano era falta; no Fluminense, o critério sumia.

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Sobre Vinicius Toledo 1149 Artigos
Criador do Explosão Tricolor e atuando na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014 com milhares de matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política. Formação acadêmica de Administração e especialização em Finanças e Marketing. Saudações Tricolores!