O empate no Couto Pereira acende o debate sobre a estratégia do Fluminense no Brasileirão. O jejum de 14 anos sem o título nacional aumenta a pressão sobre as escolhas da comissão técnica.
POR LEANDRO ALVES
A frustração de grande parte da torcida do Fluminense com a decisão do técnico Luis Zubeldía em poupar titulares contra o Coritiba, no último sábado, é plenamente compreensível. O torcedor é movido pela paixão, o que explica o sentimento amargo após o empate em 1 a 1 no Couto Pereira.
Observando o comportamento dos tricolores nas redes sociais, noto um desejo latente de reencontrar o caminho do título brasileiro. Afinal, o clube amarga um jejum de 14 anos sem erguer a taça da principal competição nacional. Conforme defendi em meu último texto, pela primeira vez em muito tempo, o Time de Guerreiros transmite a sensação real de que pode brigar pelo topo da tabela.
A mensagem perigosa do rodízio
No entanto, quando Zubeldía opta por preservar peças fundamentais em um duelo difícil fora de casa, a mensagem captada pelas arquibancadas torna-se perigosa: a de que o Brasileirão não figura como prioridade máxima.
Naturalmente, se o Fluminense tivesse vencido no Paraná com a formação alternativa, as escolhas do treinador seriam pouco questionadas. Mas o triunfo não veio, e o resultado permitiu que o Palmeiras abrisse cinco pontos na liderança. O contraste torna-se ainda mais evidente ao olharmos para o Alviverde, que utilizou força máxima em Salvador, mesmo também tendo uma estreia fora de casa pela Libertadores no meio de semana. A vitória do atual líder, que não abriu mão de seus principais jogadores, potencializa a indignação tricolor.
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A busca pelo meio-termo estratégico
Ao analisar o cenário, entendo que a comissão técnica poderia ter buscado um equilíbrio maior. O Fluminense iniciou a partida com seis mudanças simultâneas, uma tarefa hercúlea para manter o nível de atuação coletiva. Sob o meu ponto de vista, o ideal seria escalar os titulares e gerir a minutagem ao longo do confronto, promovendo substituições escalonadas para minimizar o impacto técnico.
Contudo, um fator relevante precisa entrar nesta conta: o acesso aos dados fisiológicos. Não sabemos se o departamento médico emitiu recomendações expressas para preservar determinados atletas, uma informação técnica restrita ao cotidiano do CT Carlos Castilho. Apenas o comandante tricolor detém essas respostas definitivas.
O dilema das Copas
O fato é que será extremamente difícil lutar pelo título brasileiro adotando uma estratégia recorrente de poupar jogadores. Já começo a me conformar com a ideia de que o foco da comissão técnica estará voltado para as copas.
É exatamente aí que reside minha maior preocupação: o trabalho de Zubeldía ainda não entregou resultados sólidos em momentos decisivos de mata-mata. Resta-nos torcer para que essa escrita mude drasticamente na Libertadores e na Copa do Brasil.
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