O Fluminense e a crônica de uma derrota moral anunciada




Presidente Mattheus Montenegro
Mattheus Montenegro

Entre a chacota do marketing com garrafinhas e a apatia em campo, o Fluminense sai do clássico moralmente derrotado e com um sinal de alerta ligado para a Libertadores.

Por Vinicius Toledo

Fala, galera tricolor. Todo mundo “p” da vida. E com razão.

No artigo pré-jogo, eu comentei que o Fla-Flu já tinha um derrotado moral: a diretoria tricolor. Pelo visto, o presidente Mattheus Montenegro já sabia que a longa sequência de vitórias como mandante no Maracanã seria interrompida. Não à toa, distribuíram garrafinhas com a lista de jogos da referida sequência para os sócios-torcedores.

Mais uma chacota. Ter essa ideia justamente em um clássico onde tudo pode ocorrer foi de uma infelicidade enorme. Como é que o Marketing aprovou isso, ainda mais com todo o contexto recheado de polêmicas que feriram o orgulho de grande parte da torcida?

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Tragédia em campo e o fator Zubeldía

No campo, o Fluminense foi uma tragédia. Logo de cara, perdemos o Lucho Acosta. Zubeldía colocou o Ganso. Savarino estava no banco, mas a informação que tenho é a de que ele não está 100%. Sendo assim, a opção do técnico foi a de guardá-lo para a etapa final.

O Flamengo poderia ter enfiado uma goleada histórica já na primeira etapa, mas só conseguiu balançar a rede com uma entregada do Fábio. Sim, até o paredão deu mole, mas não dá para crucificá-lo, pois ele evitou um sacode. O time estava desnorteado. As laterais estavam uma água, a zaga desprotegida por conta da falta de combate do meio de campo. No ataque, Canobbio até tentava, mas as suas limitações técnicas pesam numa hora em que tudo está ruim. Serna? Péssimo. John Kennedy? Péssimo ao cubo.

Essa derrota também tem que colocar na conta do Zubeldía. Nos últimos jogos, o Fluminense caiu de produção. A lateral-direita, por exemplo, não está nada legal. Samuel Xavier está péssimo, Guga idem. Será que não é válido colocar o Julio Fidelis durante os jogos? E na esquerda? O que acontece com o Guilherme Arana, que é infinitamente melhor que o Renê, mas parece que veio apenas para entregar água para os companheiros à beira do campo?

Uma derrota na conta da diretoria do Fluminense
Savarino

O que será do Fluminense?

O Fluminense vinha numa pegada boa, mas parece ter perdido o rumo desde o empate na estreia da Libertadores. Já o contexto envolvido no Fla-Flu foi trágico em todos os sentidos.

O que será do Fluminense? Sinceramente, não sei. É o tipo de situação que só o tempo vai dizer. Só sei que na próxima quarta-feira, o time terá que jogar bola de verdade para superar o pragmatismo do Independiente Rivadavia e o seu contra-ataque que costuma ser letal. O Explosão Tricolor vem alertando sobre a equipe argentina há algumas semanas, inclusive com detalhes táticos. Não será nada fácil, ainda mais sem o Lucho Acosta no meio de campo.

Forte abraço e ST!

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Sobre Vinicius Toledo 1285 Artigos
Criador do Explosão Tricolor e atuando na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014 com milhares de matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política. Formação acadêmica de Administração e especialização em Finanças e Marketing. Saudações Tricolores!