Em análise sobre o empate com o Vasco, Lindinor Larangeira critica escalação equivocada, “Luchodependência” e manutenção de peças inseguras no time titular.
(por Lindinor Larangeira)
Uma atuação abaixo da crítica. Certamente, a pior partida do Fluminense na temporada. O Tricolor dançou na beira do precipício e flertou com a eliminação para o rival. Não fosse o milagre do melhor goleiro do Brasil, a “vaca teria ido para o brejo”.
O jogador que mais atuou no futebol mundial e que, em breve, será o que mais jogou partidas da Libertadores — outro recorde a ser batido — foi o grande herói de uma classificação que já poderia ter sido definida nos primeiros 45 minutos dessa disputa de 180.
Ganso e Savarino, pela qualidade técnica, e Canobbio, pela dedicação, foram os outros destaques de um jogo em que o Fluminense conseguiu a façanha de ser pior do que o limitado time do Vasco.
Escalação equivocada e meio-campo entregue
O principal problema do Fluminense foi o tremendo erro na escalação. Lucho Acosta não tinha a menor condição física de atuar. O que ficou demonstrado pela péssima partida, em que aquele jogador que costuma se antecipar aos marcadores perdeu praticamente todos os lances. O baixinho não deixou de lutar, mas parecia jogar com um certo delay, sempre chegando atrasado nas disputas.
Hércules, sem estar 100%, também foi mal, o que sobrecarregou Martinelli. Ele até tentou, mas como o campo ficou muito “grande”, pouco produziu. O meio-campo adversário teve extrema liberdade, principalmente no primeiro tempo.
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O risco da “Luchodependência”
Lucho Acosta tem sido o ponto de desequilíbrio do esquema de Luis Zubeldía. O time depende muito do poder de criação e da objetividade do meia. Sem o baixinho em condições plenas, alternativas têm que ser criadas.
Nessa partida, em minha opinião, foi um erro escalá-lo sem o mínimo de condições. Uma possibilidade seria testar Savarino na meia, com Otávio e Martinelli compondo o setor. O jogo anunciava um embate bastante físico, o que se confirmou, e o adversário conseguiu ganhar a maioria dos duelos individuais na imposição.

Pênalti bisonho e a insistência com Freytes
Com um minuto de jogo, a situação da partida poderia ter tomado um rumo bem mais tranquilo, caso Renê tivesse convertido uma penalidade. A cobrança bisonha do lateral despertou questionamentos: quem é o batedor oficial? O elenco tem treinado pênaltis? Ganso parece que sim.
Outro mistério é a manutenção do instável e inseguro Freytes como titular. Não dá mais. Já passou da hora de ir para o banco.
No fim, fica a classificação com emoção. A torcida, que deu mais um show, não merecia esse rigoroso teste cardiológico.
PS1: Camisas 9 e 4, pelo amor de Deus, diretoria!
PS2: Obrigado, São Fábio.
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