Em coluna forte, Lindinor Larangeira detona apatia em La Paz, critica Zubeldía e aponta: “Demitir só o treinador é enxugar gelo”.
(por Lindinor Larangeira)
Um escândalo na lanterna
Fim do primeiro turno e o Fluminense encerra a metade da fase de grupos da Libertadores na lanterna. Sim, na lanterna de um grupo que tem um time venezuelano, outro boliviano e um estreante argentino. Um ponto conquistado em nove disputados. Um escândalo.
E não é só o número — embora ele, por si só, seja indefensável. O futebol apresentado até aqui no maior torneio continental é mais do que ruim: é constrangedor. Um empate contra uma equipe semiamadora, uma derrota inadmissível no Maracanã e outra explicada, convenientemente, pela altitude. A conta chega inteira.
A matemática cruel do returno
No returno, a matemática é cruel — e simples. Para se classificar sem depender de ninguém, o Fluminense precisa gabaritar. Fazer nove pontos, como fez o modesto Independiente Rivadavia, surpreendentemente o melhor time do turno.
Com isso, chegaria a dez e, ao menos em tese, ficaria com a segunda vaga. Já com oito, vira refém dos outros. Com sete, resta ajoelhar e rezar.
Não foi a altitude, foi a ausência de atitude
O jogo em La Paz escancarou dois vilões claros e um time que foi o retrato fiel da atual gestão do clube: frouxo, sem brio, desorganizado e sem coragem. Parecia que Mattheus, Mário e Angioni estavam em campo com mais oito jogadores.
Zubeldía teve mais uma noite desastrosa. Abusou do direito de errar, começando por uma escalação inicial completamente equivocada. Insistiu no erro ao não mexer no intervalo e ainda conseguiu terminar a partida com uma substituição por fazer. A “batata” do argentino está no fogo alto — e não é de hoje. Não por acaso, a torcida não o perdoou nas redes sociais após o apito final. Bernal, por sua vez, foi infantil. Deu todas as condições para ser expulso.

Um time de frouxos e apáticos
Depois de sofrer o segundo gol, o Fluminense parecia satisfeito em perder “apenas” de 2 a 0 para o poderoso Bolívar — um time de nível Série D. Não foi a altitude. Foi a apatia. Foi a covardia. A falta de atitude.
Salva-se um pouco a cara de Fábio, Hércules e Soteldo, que entrou bem e ainda teve um gol anulado por impedimento milimétrico, fruto de uma “ponta de chuteira” de Guga — este, aliás, uma verdadeira avenida. Não por acaso, os dois gols do fraco time boliviano surgiram pelo seu lado. Enquanto isso, o garoto Júlio Fidélis assistia a esse espetáculo de horrores do banco.
Demitir o treinador é enxugar gelo
Zubeldía começa a ser “prestigiado”. Demiti-lo é o caminho mais fácil — e também o mais inútil se continuarem Mário e Paulo Angioni.
O presidente Mattheus foi eleito e, evidentemente, não pode ser demitido. Mas precisa responder: o que justifica a contratação do ex-presidente com salário de executivo de multinacional, além da amizade pessoal? E o que faz, afinal, o vetusto Paulo Angioni, além de ser amigo de fé e mentor do diretor-geral? Ou Mattheus toma uma atitude drástica, mostra quem manda de verdade, ou seguirá sendo chamado nas redes de “presidente fantoche”.
O espírito de Guerreiros no “Jogo do Ano”
Mais uma vez, lá vem ele: “o jogo do ano”. Já é o terceiro da temporada. E, por ironia do destino, essa batalha decisiva será disputada no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza. Que esse grupo de frouxos encontre, ao menos por uma noite, o espírito do Time de Guerreiros e traga três pontos fundamentais para não jogar fora toda a temporada.
Eu ainda acredito. Resta saber se o treinador e, principalmente, os jogadores também.
Notas rápidas:
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Constrangimento 1: A entrevista patética de Freytes reclamando da arbitragem.
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Constrangimento 2: A tenebrosa coletiva de Zubeldía. Estaria “prestigiado”?
⚠️ PLANTÃO: Últimas notícias do Fluminense [Clique aqui para ver o resumo de todas as movimentações de hoje]
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