Copa do Brasil: Fluminense flertou com o vexame no Maracanã




Fluminense x Operário: análise de um quase vexame na Copa do Brasil
FOTO: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.

Lindinor Larangeira analisa a classificação suada do Tricolor e detona a falta de comando e a apatia coletiva no Maracanã.

Por Lindinor Larangeira

As vaias, pesadas e em uníssono, após o apito final do fraquíssimo João Vitor Gobi, foram menos catarse e mais diagnóstico. O Fluminense passou. Avançou. Garantiu a premiação. Mas saiu de campo menor do que entrou.

O que os 11.703 abnegados viram naquela noite fria no Maracanã foi, no mínimo, um roteiro irregular — desses que começam promissores e terminam deixando gosto amargo. O primeiro ato enganou. Pressão, intensidade, presença ofensiva. Em menos de dez minutos, um gol anulado e o pênalti convertido por Savarino, hoje dono oficial da bola parada. Tudo sob controle. Ou parecia.

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Fluminense bateu o Operário e avançou às oitavas de final
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

O “Slow Cinema” indigesto

Do minuto 16 ao 30, o time simplesmente desligou. Cadência burocrática, passes sem propósito, apatia coletiva. O Operário, limitado, começou a acreditar. E quando o adversário começa a “gostar do jogo”, normalmente é porque o favorito deixou. Um slow cinema indigesto, com um detalhe incômodo: no banco, um treinador que não consegue interferir. Falta ideia, falta pulso, falta leitura.

Quando resolveu acelerar — e nem foi nada de outro mundo — o Fluminense encontrou o segundo gol com Lucho Acosta, o mais lúcido em campo. Ou seja: quando quis, resolveu. O problema é que quis pouco.

Segundo tempo: entre o pastelão e o descontrole

A volta do intervalo trouxe um festival de erros que faria corar qualquer roteiro de comédia. Pênalti infantil de Cuenú. Arbitragem confusa, dependendo do VAR até para o óbvio. E John Kennedy desperdiçando a chance de matar o jogo — longe, muito longe de qualquer imagem associada à frieza ou decisão.

Ali, o jogo já pedia comando. E não teve. Zubeldía assistiu passivamente à partida escapar do controle emocional. Se existe cobrador oficial, não há espaço para improviso, “moral” ou vaidade circunstancial. Regra básica de time organizado: função não se negocia. O que se viu foi um time sem hierarquia clara e um treinador incapaz de impor ordem.

Entre o susto e o constrangimento

O quase vexame ganhou contornos ainda mais sérios com a expulsão absurda de Lucho Acosta — corrigida pelo VAR antes que virasse tragédia. Mesmo com um homem a mais, o Fluminense conseguiu a façanha de manter o ritmo sonolento. Um time que anda em campo, que não agride, que não pressiona. Parece confortável demais com o mínimo.

Quando o juiz apitou o fim, o sentimento não era de alívio pleno. Era de incômodo. De quem sabe que escapou, mas não convenceu.

Notas rápidas

  • Lado tenebroso: O nosso setor direito é um corredor livre. Marca mal, fecha pior ainda.

  • Base: A insistência em ignorar as opções da base começa a irritar. Cadê o Davi Shuindt?

  • Comando: Falta liderança clara à beira do campo. O time reflete isso.

  • Fábio: A não convocação do veterano para a Seleção é mais do que injustiça: é burrice com sotaque italiano.

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Sobre Vinicius Toledo 1483 Artigos
Criador do Explosão Tricolor e atuando na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014 com milhares de matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política. Formação acadêmica de Administração e especialização em Finanças e Marketing. Saudações Tricolores!