Apresentador aponta que clubes pagam salários maiores que os da Europa, expõe aviso do Flamengo sobre comissões e questiona a saúde financeira do Corinthians.
Bolha insustentável no futebol brasileiro
O sinal de alerta foi ligado com força nos bastidores do futebol brasileiro. Em um desabafo contundente durante o programa Papo de 2 (Transamérica), o apresentador Benjamin Back detonou a atual gestão financeira dos clubes do país (vídeo no final da matéria). Portanto, ele cravou que o modelo praticado atualmente vive uma “bolha insustentável”.
Segundo Benja, o futebol brasileiro passou a adotar patamares salariais completamente desconectados da realidade econômica nacional. Como resultado, o país chegou ao contrassenso de pagar vencimentos superiores aos de mercados europeus — onde a moeda estrangeira vale múltiplas vezes mais que o real.
“O futebol brasileiro está de novo vivendo aquela bolha e é insustentável, gente. Afinal, como é que o futebol brasileiro hoje paga salários maiores que na Europa, num continente onde a moeda dos caras vale seis vezes a nossa?”, questionou o apresentador. Inclusive, ele citou exemplos de atletas cujas propostas do exterior não cobrem o que recebem no Brasil.
+ Hulk é um ex-jogador? Vinicius Toledo analisa a estreia e o futuro do camisa 7 no Fluminense
+ Clube russo insiste na contratação de Canobbio e prepara oferta milionária ao Fluminense
Aviso do Flamengo e a situação do Corinthians
Para ilustrar o colapso financeiro que ronda até os clubes de maior arrecadação, Benja revelou nos bastidores que a diretoria rubro-negra já tomou medidas drásticas. ‘O Flamengo já mandou e-mail para os empresários dizendo que comissões não pagam mais esse ano, só no ano que vem’, pontuou o apresentador. Dessa forma, ele escancarou o freio de arrumação na Gávea.
No entanto, o cenário de descontrole ganha contornos ainda mais graves em equipes com a saúde combalida. Benja questionou diretamente a engenharia econômica por trás de contratações de peso em clubes endividados:
‘Como é que o Corinthians, que é um clube quebrado, pode pagar quatro, cinco paus por mês para o Memphis, como é que pode pagar dois milhões para o Wesley? Não pode!’, disparou. Além disso, ele criticou o parcelamento de luvas embutidas nos vencimentos mensais.
A necessidade de fechar a torneira
Para o apresentador, a responsabilidade de estancar essa sangria recai diretamente sobre os dirigentes. Por fim, ele relembrou a postura de reestruturação adotada por gestões passadas, como a de Eduardo Bandeira de Mello no Flamengo, para reforçar seu recado final:
‘Ou você fecha a torneira, ou você fecha a torneira para estancar um pouco o que está saindo. Caso contrário, não há mágica, gente’.
⚠️ PLANTÃO: Últimas notícias do Fluminense [Clique aqui para ver o resumo de todas as movimentações de hoje]
Ver essa foto no Instagram
Compartilhe o artigo em suas redes sociais!
Siga o Explosão Tricolor no WhatsApp, Facebook, Instagram e Rede X
E-mail para contato: explosao.tricolor@gmail.com
