“Transação nebulosa”: Lindinor Larangeira critica vendas de joias da base do Fluminense

Em artigo contundente, Larangeira aponta contradição entre discursos da presidência, poucas oportunidades com Zubeldía e o desmonte do patrimônio tricolor.




Davi Schuindt foi formado na divisão de base do Fluminense
Davi Schuindt

Colunista questiona a falta de transparência da diretoria de Mattheus Montenegro nas saídas em definitivo de Davi e Agner, além do empréstimo de Loiola.

(por Lindinor Larangeira)

Em janeiro de 2026, durante a pré-temporada, o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou que os zagueiros Davi e Loiola “estavam prontos e podiam assumir essa responsabilidade”. Inclusive, ele elogiou a promoção dos jovens da base, garantindo confiar “100% e que, se o treinador quiser colocá-los, vão ajudar o Fluminense a vencer jogos”.

Contudo, como a torcida do Fluminense não tem um minuto de paz nem no aniversário do clube, fomos “presenteados” com a notícia de mais uma negociação nebulosa da atual diretoria. Afinal, contrariando as palavras do mandatário, o clube cedeu Davi Shuindt em definitivo para o AVS, da segunda divisão de Portugal.

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Transparência zero. Irresponsabilidade com o patrimonio do clube 100%.

Anteriormente, em 27 de março, a diretoria emprestou Loiola para o New York City FC, dos EUA, até o final de 2026, com opção de compra. Portanto, fecharam o negócio sem revelar os valores da futura transação.

A gestão também escondeu os números da venda de Davi, o que apenas demonstra a total falta de transparência da cúpula tricolor, além de escancarar uma recorrente irresponsabilidade com o patrimônio da instituição.

Agner: um negócio “das Arábias”

Lindinor Larangeira critica negociações da base no Flu

Além disso, em outra transação bastante obscura, o clube cedeu o meia Agner em definitivo e sem custos ao Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos. Como única contrapartida, o Fluminense terá apenas 10% de uma futura venda do atleta.

Verdadeiro negócio das Arábias. Para os árabes, claro.

A responsabilidade seria do treinador?

Lindinor Larangeira critica negociações da base no Flu
Foto: Leonardo Brasil / Fluminense FC

A diretoria alega que dispensou esses jovens porque “eles não estavam tendo espaço com Zubeldía”. No entanto, se essa justificativa for real, a dispensa se torna, no mínimo, irresponsável. Afinal, o elenco perdeu dois zagueiros por contusão e ainda carrega o eterno frequentador do DM, Igor Rabello.

Portanto, se o treinador ignora a base — mesmo com atletas demonstrando boa performance —, ele deve sofrer cobranças da torcida e, principalmente, da diretoria. Ou será que existe algo a mais nessa história?

Outrossim, outra pergunta incômoda permanece: quem será o próximo? Riquelme, que até ganhou elogios do treinador? Júlio Fidélis, que prova seu potencial a cada entrada em campo? Ou o talentoso Ruan, elogiado por Martinelli?

Senhores, a torcida do Fluminense não é idiota. Por fim, parem de jogar contra os interesses do clube.

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Sobre Vinicius Toledo 1846 Artigos
Criador do Explosão Tricolor, Vinicius Toledo atua na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014, com mais de 1.700 matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política do clube. Administrador de empresas com especialização em Finanças e Marketing, dedica-se à análise técnica e independente sobre os rumos da instituição. Saudações Tricolores!