Zubeldía aponta erro envolvendo o meia-atacante Riquelme Felipe

Treinador destacou a importância da comunicação entre o profissional e Xerém para evitar que jovens percam ritmo de jogo durante o processo de promoção.




Riquelme Felipe não foi relacionado para enfrentar o Bragantino
Foto: Fluminense FC

Luis Zubeldía afirmou que houve uma falha no processo de transição de Riquelme Felipe para o elenco profissional do Fluminense. Segundo o treinador, o jovem permaneceu treinando com a equipe principal mesmo sem receber oportunidades, quando poderia ter continuado atuando nas categorias de base.

Em entrevista ao site GE, o técnico Luis Zubeldía falou sobre os desafios envolvidos na promoção de jovens talentos ao elenco profissional do Fluminense. O treinador utilizou o meia-atacante Riquelme Felipe como exemplo ao analisar a comunicação entre a equipe principal e as categorias de base.

Segundo Zubeldía, houve uma falha no processo de transição do jogador. Riquelme passou a treinar com o grupo profissional, mas recebeu poucas oportunidades e deixou de atuar regularmente pela base, o que prejudicou a sua sequência competitiva.

Zubeldía cita falta de comunicação no caso de Riquelme

O treinador afirmou que mantém contato frequente com os técnicos e coordenadores das equipes sub-17 e sub-20. Essa troca de informações permite acompanhar as promessas de Xerém e definir o melhor caminho para cada atleta.

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Zubeldía citou Wesley Natã como exemplo de uma condução diferente. Embora treine com o elenco principal, o jovem retorna às categorias de base para disputar partidas e manter o ritmo de jogo.

— Todo nosso estafe tem comunicação com treinadores e os coordenadores do sub-17 e sub-20. Não invadimos lá, nem eles aqui, mas mantemos contato. Trouxemos jogadores para colaborar. E aí vou observando as promessas que tem o Fluminense. Por isso, temos que ter comunicação permanente com o time de baixo. Por exemplo o Wesley. Ele está aqui e baixa para jogar todo final de semana. Coisa que não fizeram com Riquelme. Chegou ao time principal e ficou, perdendo a competição. Isso acontece por falta de comunicação com o time de baixo.

Riquelme deseja ser emprestado pelo Fluminense
Foto: Leonardo Brasil / Fluminense FC

Promoção de jovens exige cautela

Zubeldía também destacou que o momento mais delicado acontece quando os atletas chegam ao profissional com 17 ou 18 anos. Para o treinador, o clube precisa controlar a promoção e respeitar o processo de amadurecimento de cada jogador.

O argentino lembrou que atletas dessa faixa etária apresentam oscilações naturais de rendimento. Além disso, o elenco profissional conta com jogadores mais experientes, que oferecem maior segurança em uma temporada marcada por grandes responsabilidades.

— O ponto mais difícil é quando chegam com 17 ou 18 anos. E aí precisa controlar a promoção do jogador. Há o exemplo do Riquelme, que hoje está muito bem. Hoje agora. Porque esses garotos têm um rendimento que oscila. É normal nessa idade. Quando chega no primeiro time do Fluminense hoje, há jogadores com mais experiência que dão segurança. Frear um pouco a promoção desses jogadores é o lógico pelas obrigações que o clube tem. Em algum momento, tem o espaço que se quer dar (aos jovens) e controlar isso é o mais difícil.

Treinador destaca gestão emocional do elenco

Além da parte técnica, Zubeldía ressaltou a necessidade de administrar as expectativas e o lado emocional dos jogadores. O treinador explicou que as diferenças de idade e de momento na carreira exigem uma atenção individualizada da comissão técnica.

Para o argentino, o trabalho precisa envolver treinadores, funcionários e dirigentes, já que o elenco reúne atletas com objetivos e necessidades diferentes.

— Gerenciar as vontades diferentes é um tema a parte para o treinador. Dos momentos de cada treinador, o emocional. E essa diferença de idade influencia na gestão. Precisa de um bom grupo de treinadores e estafe, de gente que gerencia o clube, para poder administrar essas diferenças de idade. O primeiro livro que li de futebol foi de Valdano. Na primeira parte falava que “um líder deve gerenciar vontades”. São diferentes e aí que tem que dar atenção para cada um. Não é fácil. Há coisas que escapam porque são muitos jogadores. Tentamos fazer o melhor possível porque no final temos as mesmas ideias e objetivos.

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Zubeldía tem duas dúvidas para definir o Fluminense contra o Bahia
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

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