O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, causou repercussão ao defender que a futura SAF seja vendida a investidores brasileiros com identificação com o clube. O dirigente afirmou que não aceitaria uma oferta de um sheik árabe, mesmo que os valores fossem superiores.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, deu uma declaração polêmica nesta terça-feira ao defender a venda da futura SAF para investidores brasileiros que possuam ligação e compromisso com o clube.
Durante a Rio Innovation Week, o dirigente afirmou que não aceitaria uma proposta de um sheik árabe, mesmo que os valores fossem superiores aos oferecidos por um grupo nacional.
Montenegro defende investidor identificado com o clube
Na avaliação do presidente, a transformação do Fluminense em SAF exigiria a escolha de um investidor que conheça a instituição, compreenda os desejos da torcida e demonstre compromisso com o projeto esportivo.
— Deixar de ser um clube associativo exige buscar um investidor que tenha, no mínimo, identificação e compromisso com o clube. Mesmo por um valor maior, eu não venderia o Fluminense para um sheik árabe. É paradoxal, mas o futebol não foi feito para gerar dinheiro. Nenhum clube consegue oferecer um retorno de investimento que compense a taxa Selic no Brasil – disse Mattheus Montenegro, durante o Rio Innovation Week.
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Declaração provoca críticas entre torcedores
A fala repercutiu negativamente nas redes sociais. Parte dos torcedores criticou a possibilidade de a diretoria recusar propostas mais vantajosas financeiramente apenas pela origem do investidor.
Na visão desses tricolores, o clube deveria avaliar cada oferta de acordo com o valor, a capacidade financeira do grupo, o projeto esportivo e as garantias previstas no contrato.
Proposta da Lazuli recebe questionamentos
A proposta apresentada pela Lazuli Partners já enfrenta críticas relacionadas ao valor do aporte inicial. O grupo se comprometeu a desembolsar R$ 250 milhões no momento da assinatura do contrato. Outros R$ 250 milhões entrariam ao longo dos dois primeiros anos da operação.
Dessa forma, o investimento previsto para a fase inicial alcançaria R$ 500 milhões.
Valor de longo prazo inclui receitas do próprio clube
A proposta também projeta R$ 6,912 bilhões ao longo de dez anos. No entanto, esse montante não representa apenas dinheiro novo colocado pelos investidores.
O cálculo inclui receitas geradas pela própria operação do Fluminense durante o período, ponto que tem provocado questionamentos sobre o valor efetivo do investimento externo.
As partes continuam negociando mudanças na oferta. A diretoria pretende melhorar as condições antes de apresentar uma nova versão ao Conselho Deliberativo.
Debate sobre o futuro do Fluminense continua
A escolha do perfil do investidor aparece como um dos principais temas do debate sobre a possível transformação do futebol tricolor em SAF. Além dos valores oferecidos, o clube precisará analisar o modelo de gestão, as garantias financeiras, o plano esportivo, a preservação da identidade institucional e os mecanismos de fiscalização previstos no contrato.
A declaração de Montenegro aumentou a discussão entre os torcedores sobre quais critérios devem orientar uma decisão capaz de mudar profundamente o futuro do Fluminense.
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