Lindinor Larangeira analisa o momento crítico do Tricolor após a derrota no Beira-Rio e cobra explicações sobre o planejamento e a postura do elenco.
Por Lindinor Larangeira
Depois de mais uma exibição constrangedora, em que não há altitude, gramado ou arbitragem para servir de desculpa, o Fluminense sai derrotado do Beira-Rio. Mesmo em crise, desorganizado e jogando um futebol pobre, o Internacional teve o que faltou ao time de Luis Zubeldía: vontade de ganhar o jogo. Em campo, o Fluminense é o retrato exato da realidade atual do clube.
Quem manda de fato no Fluminense?
Não se trata de uma pergunta retórica. Há um presidente eleito pelos sócios. Mas será que o atual mandatário merece, de fato, essa denominação? Ou o poder está concentrado nas mãos do diretor-geral, candidato a CEO de uma hipotética SAF? O problema é que o DG só aparece para o bônus. Na hora do ônus, some. Nos últimos dias, aliás, anda muito discreto.
Boa parte da torcida — e me incluo nessa — espera explicações sobre a contratação de Lavega. Se as informações divulgadas procedem, estamos diante de um verdadeiro escândalo. Até agora, ninguém veio a público desmentir. O silêncio, nesse caso, fala alto.
Zubeldía perdeu o vestiário?
Pela postura absolutamente passiva do time nos últimos jogos, a resposta pode muito bem ser “sim”. O treinador parece perdido. A escalação exótica e o esquema tático incompreensível que mandou a campo no domingo, em Porto Alegre, escancaram insegurança — ou desespero. O recado foi claro: o argentino montou um time para não perder. E perdeu.
A pergunta que fica é simples: professor, o senhor deu ao menos dois treinos com esse esquema? Pela tentativa de correção no segundo tempo, é óbvio que não.

O bom futebol ficou no passado?
Aquele Fluminense organizado, que jogava com troca de passes, tabelas, intensidade, boa marcação e profundidade, parece ter ficado no passado. O que se vê hoje é um amontoado de jogadores cumprindo uma tarefa enfadonha, sem alma e sem convicção.
O Fluminense recente pratica futebol de Z4. Não por acaso, foi derrotado por um time que estava nessa zona e teve enorme dificuldade para vencer a Chapecoense no Maracanã. Um pouco de vergonha na cara e respeito à camisa não fariam mal a ninguém.
Quarta-feira é vencer ou vencer
Como torcedor da velha geração, não compro esse discurso de “brigar pelo G4”. Time grande briga por títulos. Encarem o jogo de quarta-feira, em Mendoza, como ele realmente é: uma decisão. Não há outro resultado possível além da vitória.
Honrem a camisa do Fluminense. Lutem até o fim.
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