Luis Zubeldía detalhou as decisões tomadas durante o empate em 1 a 1 com o Botafogo e explicou tanto as mudanças feitas no segundo tempo quanto a permanência de Rodrigo Castillo em campo até a reta final.
O empate do Fluminense em 1 a 1 com o Botafogo, na noite deste sábado, no Nilton Santos, pelo Brasileirão, trouxe questionamentos sobre as escolhas de Luis Zubeldía ao longo do segundo tempo.
O Tricolor vinha conseguindo equilibrar o clássico com uma formação majoritariamente reserva, mas perdeu intensidade depois da entrada de quatro jogadores considerados titulares. Na reta final, o Tricolor passou a sofrer mais pressão e precisou segurar o resultado.
Zubeldía explica as substituições
Após a partida, o treinador afirmou que algumas alterações estavam ligadas ao desgaste físico e à necessidade de manter o nível da equipe nos minutos finais.
— Me parece que já haviam feito um grande trabalho, como Paulo, que havíamos analisado que estava para sair. E o Serna, consideramos que não podíamos seguir com o mesmo nível. Precisávamos mudar para os últimos 15 ou 10 minutos. Fizemos esforços por 20 ou 25 minutos. Não nos acomodamos bem, é verdade. Mas gradualmente coloquei pessoas do banco que poderiam ter resolvido a partida. Soteldo fez uma partidaça. Mas não conseguimos arrematar a partida e resolver algumas situações que achei que poderíamos resolver – analisou Zubeldía.
O argentino reconheceu que a equipe demorou a se ajustar após as mudanças e acabou perdendo controle em alguns momentos.
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Mudanças reduziram intensidade do Fluminense
Com as substituições, o Tricolor passou a encontrar mais dificuldades para manter a posse e pressionar o Botafogo no campo ofensivo.
A equipe, que havia crescido bastante no início da segunda etapa, perdeu ritmo e permitiu que o adversário avançasse as suas linhas.
Mesmo assim, Zubeldía afirmou que buscava colocar em campo jogadores capazes de decidir a partida.
Castillo ficou em campo até os 40 minutos
Outro ponto questionado foi a permanência de Rodrigo Castillo até os 40 minutos do segundo tempo. O centroavante teve uma atuação discreta e só deixou o campo na reta final, quando Hulk entrou em seu lugar.
Zubeldía explicou que a manutenção do atacante teve relação direta com o comportamento do Botafogo na pressão alta.
— Castillo é uma referência de área, um 9. Se Botafogo encaixa bem a pressão alta, precisava sair pelo alto para o ataque, o que aconteceu nos últimos 10 minutos. Minha ideia era manter Castillo o maior tempo possível por isso. Para disputar uma bola lá na frente dividida. Também para ajudar nas bolas paradas. Era funcional para a equipe, independente se bem ou mal na partida. Com Hulk, poderíamos chegar ao último terço com quatro ou cinco passes – explicou o treinador.
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