Bastidores revelados! Saída de Luis Zubeldía do Fluminense não foi surpresa e já era costurada pela diretoria antes mesmo do jogo contra o Rivadavia. Decisão teve aval de Mário Bittencourt e Paulo Angioni após consenso com o presidente Matheus Montenegro.
Enquanto a torcida tricolor digeria a bomba da demissão do técnico Luis Zubeldía na manhã desta quinta-feira (13), os bastidores da decisão começam a ser revelados. Segundo apuração do jornalista Diogo Dantas, do Jornal O Globo, a saída do treinador argentino não foi um ato de desespero, mas uma decisão costurada pela cúpula diretiva do Fluminense antes mesmo do empate sem gols contra o Independiente Rivadavia, pela CONMEBOL Libertadores.
A troca de comando no Time de Guerreiros vinha ganhando força, especialmente pelo lado do presidente Matheus Montenegro. A decisão se tornou um consenso entre a cúpula após o vexame no Maracanã pela Liberta, mas contou também com o aval dos diretores Mario Bittencourt e Paulo Angioni.
O trio diretivo procurou agir com cautela, sem tomar decisões impulsivas após a eliminação humilhante na Copa do Brasil para o Vasco. Eles enumeraram os prós e contras da manutenção de Zubeldía. Na balança pesaram o bom clima no vestiário e a avaliação geral de que o trabalho do técnico era bem conceituado, inclusive pelos jogadores. No entanto, os resultados ruins e o desempenho apático da equipe após a paralisação para a Copa do Mundo da Fifa pesaram mais.
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O Fato Novo e a Queda Individual
Para não gerar consequências políticas dentro da própria diretoria nem transferir toda a responsabilidade para o elenco, a cúpula tricolor optou pelo caminho usual no futebol: interromper o trabalho sob o pretexto de criar um fato novo para o jogo da volta contra o time argentino, que vale vaga nas quartas de final da Conmebol Libertadores.
Internamente, é consenso que a queda de rendimento individual de vários atletas pesou decisivamente para a má fase recente. Sobretudo dos homens de frente, incluindo o atacante Hulk, que desperdiçou uma chance clara no último jogo.
Curiosamente, do lado dos jogadores, a avaliação era de que Zubeldía desenvolvia um dos melhores trabalhos do Brasil, mas pecava por ser “engessado”, ou seja, incapaz de resolver os problemas táticos do time quando eles surgiam durante as partidas.
A direção tricolor, após a derrota e eliminação para o Vasco, chegou a debater a troca, mas optou por dar um voto de confiança justamente pela boa avaliação do trabalho. Contudo, com a queda de produção também na Libertadores, o cenário se tornou insustentável e a diretoria resolveu não esperar mais para agir.
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