Em artigo exclusivo, Vinicius Toledo cobra posicionamento da diretoria do Fluminense após o atentado sofrido pela torcida tricolor na Argentina.
Por Vinicius Toledo
Fala, galera tricolor! Tudo tranquilo?
Retornei da batalha de Buenos Aires na noite da última quarta-feira. Desembarquei no Rio de Janeiro ainda agitado. E tinha como não estar?
A classificação foi suada, muito por conta da péssima atuação do time, em especial na primeira etapa. Na questão tática e leitura de jogo, o Marcão foi um desastre.
Porém, o que ocorreu após o apito final ultrapassou qualquer limite esportivo. Foi algo aterrorizante.
Sim, aterrorizante, pois na torcida do Fluminense haviam idosos, crianças e mulheres. Os caras jogaram até tubos de ferro para o nosso lado — ou seja, se tivesse pegado na cabeça de alguém, poderíamos estar lamentando uma tragédia.
Muita gente me enviou mensagens perguntando se o Fluminense não tomaria as devidas providências. No aeroporto, um avô com o filho e os dois netos com menos de dez anos estava indignado e disse, com todas as letras, que o Tricolor tinha que se movimentar para exigir punição severa ao Platense.
Eu até comentei com ele que acreditava que o clube se movimentaria nos bastidores e nos órgãos competentes.
Pois é. Passadas mais de 60 horas, a diretoria do Fluminense não soltou uma nota sequer sobre o atentado à torcida tricolor cometido pelos hinchas do Platense.
Sendo assim, o que está faltando? Coragem? Ou é descaso com o maior patrimônio do Fluminense Football Club, que é a sua torcida?
Com a palavra, a diretoria do Fluminense.
Forte abraço e ST
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