Em nova coluna, Lindinor Larangeira analisa o duelo entre Fluminense e Palmeiras na semifinal da Libertadores e crava: “Quem quer ser campeão não escolhe adversário”.
Por Lindinor Larangeira
“Quem quer ser campeão não escolhe adversário”. Esse velho chavão, sem autoria conhecida, é dos mais clássicos ditados populares do futebol, que como diriam os antigos: “é um jogo de onze contra onze”.
Embora muita gente preferisse a LDU, que também seria um adversário duríssimo, é evidente o favoritismo do Palmeiras nas semifinais da Conmebol Libertadores. Mas o que deve existir, por parte do clube e da torcida, é respeito. Nunca temor. Afinal, são duas camisas muito pesadas. Dois times que têm feito confrontos muito equilibrados nos últimos tempos.
No recorte dos dez jogos mais recentes do Brasileirão, o Tricolor tem ligeira vantagem: foram 4 vitórias do Fluminense, 3 vitórias do Palmeiras e 3 empates.

Em 2026, uma vitória para cada e supremacia Tricolor nos dois jogos
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Arena Barueri, 25/02/2026: Em 15 minutos avassaladores, o Palmeiras fez 2 a 0, e parecia preparar uma goleada histórica. Mesmo com um pênalti, no mínimo, polêmico, que, para variar, não teve revisão do VAR, o Fluminense não via bola. Como não viu o garoto Allan, que deitou e rolou na zaga carioca, e marcou o segundo gol do Verdão. Daí pra frente, só deu Fluminense, premiado, aos 40 minutos, com um golaço de Lucho Acosta.
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Números: Posse de bola: Palmeiras 35% x 65% Fluminense | Finalizações: Palmeiras 14 x 18 Fluminense | Chutes a gol: Palmeiras 6 x 7 Fluminense | Escanteios: Palmeiras 5 x 11 Fluminense.
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Não fosse a fantástica atuação do goleiro palmeirense, Carlos Miguel, o resultado seria outro. Sobre o segundo tempo, até o meu vizinho, torcedor fanático do Porco, Murilo, disse que “o Palmeiras foi amassado”.
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Vitória eletrizante no segundo turno (Maracanã, 15/08/2026): Um Fluminense dominante e devastador bateu o adversário de virada, com um gol que pode ter sido o “Canto do Cisne” do ídolo Germán Cano. Nessa partida, a imposição técnica, tática e física do Tricolor superou as estratégias do Palmeiras.
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Números: Posse de bola: Fluminense 60% x 40% Palmeiras | Finalizações: Fluminense 14 x 12 Palmeiras | Chutes a gol: Fluminense 6 x 7 Palmeiras | Escanteios: Fluminense 5 x 5 Palmeiras.
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O que esperar do favorito nessas semifinais?
O confronto promete ser um duelo tático de altíssima tensão. Embora o favoritismo penda para o lado paulista devido à estabilidade de seu elenco e à consistência competitiva, o Tricolor das Laranjeiras reúne plenas condições de surpreender e equilibrar a disputa.
O Palmeiras, favorito, decide em casa. A força da sua torcida e o retrospecto recente em seus domínios pesam muito em torneios continentais, somados à solidez defensiva. A equipe vem de uma classificação emocionante nos pênaltis contra a LDU nas quartas de final, provando que sabe sofrer e que conta com o goleiro Carlos Miguel em grande fase.
O que esperar do Fluminense?
A vitória tricolor por 3 a 2, construída a partir de um futebol ofensivo, corajoso e de grande intensidade, não foi acaso. Foi a demonstração de que o time possui argumentos técnicos e coletivos suficientes para desafiar um dos elencos mais fortes do continente.
A primeira batalha será travada no Maracanã. E é justamente nesse gigantesco “caldeirão” que repousa uma parte considerável das esperanças tricolores. O Fluminense terá a obrigação de transformar o apoio da sua apaixonada torcida em vantagem, porque sem uma vitória consistente no Rio, a missão se tornará muito mais complexa no jogo de volta.
Mas há um elemento que não aparece em planilhas nem em projeções matemáticas: o espírito copeiro, tão presente nas campanhas recentes do Tricolor na Libertadores, pode ser o diferencial em uma semifinal equilibrada e de altíssimo nível. Vencerá quem conseguir impor sua identidade, sem abrir mão da capacidade de saber sofrer quando necessário. E o Fluminense já demonstrou, em mais de uma ocasião, que quando a bola começa a rolar, prognósticos valem muito pouco, quando onze guerreiros entram em campo com a armadura verde, branco e grená.
Entre o pessimismo derrotista e o otimismo tolo, fico com o realismo pragmático
Uma das frases mais derrotistas que tenho ouvido ultimamente é: “O Fluminense está apenas adiando a eliminação”. Então, que adie, pelo menos, até a final. Não se trata de um otimismo que não enxerga as limitações de um elenco com muitos desequilíbrios e que pecou em planejamentos e contratações caras ou duvidosas ao longo do ano.
Quem vai estar em campo não são dirigentes omissos, pusilânimes e incompetentes. Mas sim, uma paixão centenária de milhões de pessoas mundo afora.
O Fluminense é para quem acredita. E acreditar é o primeiro passo do otimismo. Pois se o melhor de cada um, no campo e na arquibancada, for entregue, seremos muito fortes.
Faltam três batalhas rumo à Glória Eterna. Não importa o nome: seja Palmeiras, Flamengo ou Estudiantes. Quem quer ser campeão não tem o direito de escolher o adversário.
“Vamos, tricolores. Chegou a hora, vamos ganhar a Libertadores!” Outra vez!
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