As propostas do Fluminense e a postura do Zenit
Por Redação Explosão Tricolor
O zagueiro Nino, um dos grandes nomes da história recente do Fluminense, quebrou o silêncio e falou abertamente sobre as tentativas de retorno ao futebol brasileiro. Em entrevista reveladora ao ex-companheiro e amigo Felipe Melo, o defensor explicou por que as negociações com o Tricolor e o Palmeiras não avançaram.
Segundo Nino, as sondagens começaram no fim do ano passado. “Em dezembro do ano passado, realmente houve um interesse do Fluminense e do Palmeiras. Os dois clubes quiseram a minha contratação”, confirmou.
No entanto, o Zenit, clube russo detentor dos direitos econômicos do jogador, impôs uma condição rígida: “O Zenit falou: ‘Nós só vamos vender o Nino se nós formos campeões’. O título só se resolveu em junho”, detalhou o zagueiro.
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Com a demora, o Palmeiras desistiu do negócio. Após a confirmação do título russo, a situação mudou, mas o clube manteve a rigidez: “Pós-título, o que o Zenit falou foi: ‘Olha, nós falamos que ia vender, mas vai ser nas nossas condições’”, disse Nino.
O Fluminense, determinado a repatriar seu ex-capitão, fez uma investida forte em junho. “O Fluminense fez uma ótima proposta financeira para o Zenit, um valor muito bom, mas o Zenit pediu mais e o Fluminense acabou chegando no teto”, revelou Nino, deixando claro que o entrave foi puramente financeiro e entre os clubes.

A motivação familiar: O desejo de voltar ao Brasil
O ponto alto da entrevista foi a explicação de Nino sobre o desejo de retornar ao Brasil. Com contrato até o meio de 2028 na Rússia, o zagueiro admitiu que a questão familiar pesa cada vez mais em suas decisões.
Nino e sua esposa têm um filho, Antônio, que tem síndrome de down. O defensor acredita que o ambiente no país natal seria mais propício para o desenvolvimento do menino.
“Você, como meu amigo pessoal, sabe que eu tenho um filho, Antônio, com síndrome de Down. E, por vezes, eu e minha esposa, a gente pensa e a gente sabe, no fundo a gente sabe, que talvez para ele estar no Brasil seria melhor para o desenvolvimento dele, para o desenvolvimento da fala, da coordenação motora, enfim”, desabafou.
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Essa prioridade familiar é um fator constante no planejamento de carreira do jogador: “Desde o nascimento do Antônio, a gente nunca fechou porta nenhuma para clube nenhum, porque a gente sabe que, em um momento, a gente vai ter que priorizar o desenvolvimento dele e a minha carreira profissional. Então, eu sempre deixei as portas abertas”, afirmou.
Apesar do desejo, Nino ressaltou que as conversas foram sempre profissionais e entre as diretorias, sem que ele tivesse que forçar uma saída: “As negociações não chegaram ao ponto de eu falar: ‘Olha, eu quero ir para esse ou para aquele’. Foram negociações entre clubes, por motivos diferentes, mas pelo Zenit não avançaram.”
O Fluminense não deve desistir e pode fazer uma nova tentativa na janela de transferências do fim do ano. O Zenit, por sua vez, adota postura firme e deve considerar melhor as negociações apenas a partir do meio de 2027.
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