(por Lindinor Larangeira)
Difícil? Sim. Muito difícil. Afinal, nada é fácil para o Fluminense. Contudo, o gol do mais novo xodó de Xerém, o moleque abusado Wesley Natã, transformou uma missão quase impossível em uma tarefa muito difícil, porém longe da impossibilidade.
O primeiro tempo de 90 minutos, de um jogo de 180, acabou 2 a 1 para o Palmeiras. Dessa forma, a equipe paulista veio claramente para segurar pelo menos o empate e jogar por uma bola. Acabou, no entanto, achando duas nos contra-ataques. Isso se chama eficiência, padrão de jogo — gostemos dele ou não — e treinamento.
Abel Ferreira pode ser arrogante, reclamão, adepto de um futebol reativo e conservador. Ainda assim, é um excelente treinador naquilo que se propõe. E, não sou eu quem está falando, são os números.
Um time que teve a bola, mas não soube o que fazer com ela
O primeiro tempo apresentou um paradoxo. Afinal, o Fluminense “amassava” o Palmeiras, mas não traduzia a posse de bola e o volume de jogo em oportunidades claras. Enquanto isso, Hulk tinha uma noite de Neymar — não pela categoria do craque santista, mas por se jogar seguidamente ao chão. Por sua vez, Canobbio era o Canobbio de sempre: muito esforço, dedicação e pouquíssimo poder de definição.
Numa falha de posicionamento defensivo, os paulistas chegaram ao gol no primeiro chute. Como não existe a tal de injustiça no futebol, o Fluminense foi castigado por falta de efetividade ofensiva.

Um time que parece ter medo de chutar ao gol
Na segunda etapa, ou segundo quarto dessa partida de 180 minutos, vimos um Palmeiras mais organizado e letal. Em contrapartida, vimos um Fluminense mantendo a posse de bola — que chegou a 70% —, mas irritando a torcida por não chutar ao gol adversário. O que seria isso? Medo? Ausência de ambição? Falta de treinamento? O certo é que, se não chutar, não faz gol.
Além disso, o Palmeiras ampliou em mais uma falha defensiva do Tricolor com a famigerada “lei do ex”. Depois do gol de Marlon Freitas, que comandou o meio-campo palmeirense com total liberdade, acreditei que a vaca tinha ido para o brejo. Afinal, fazer dois gols no Palmeiras não é para qualquer um.
Porém, o gol de Wesley Natã nos acréscimos devolveu a esperança à torcida, que cantou no final: “Vamos virar, Nense!”.
Em suma, difícil? É. Mas eu acredito. E você?
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