Lindinor Larangeira: A esperança tricolor vem de Xerém

Colunista analisa a derrota do Fluminense para o Palmeiras, critica a falta de finalizações e destaca o gol de Wesley Natã que mantém viva a vaga na final da Libertadores.




Wesley Natã mantém o Fluminense vivo n o confronto com o Palmeiras
Foto: Marina Garcia / Fluminense FC

(por Lindinor Larangeira)

Difícil? Sim. Muito difícil. Afinal, nada é fácil para o Fluminense. Contudo, o gol do mais novo xodó de Xerém, o moleque abusado Wesley Natã, transformou uma missão quase impossível em uma tarefa muito difícil, porém longe da impossibilidade.

O primeiro tempo de 90 minutos, de um jogo de 180, acabou 2 a 1 para o Palmeiras. Dessa forma, a equipe paulista veio claramente para segurar pelo menos o empate e jogar por uma bola. Acabou, no entanto, achando duas nos contra-ataques. Isso se chama eficiência, padrão de jogo — gostemos dele ou não — e treinamento.

Abel Ferreira pode ser arrogante, reclamão, adepto de um futebol reativo e conservador. Ainda assim, é um excelente treinador naquilo que se propõe. E, não sou eu quem está falando, são os números.

Um time que teve a bola, mas não soube o que fazer com ela

O primeiro tempo apresentou um paradoxo. Afinal, o Fluminense “amassava” o Palmeiras, mas não traduzia a posse de bola e o volume de jogo em oportunidades claras. Enquanto isso, Hulk tinha uma noite de Neymar — não pela categoria do craque santista, mas por se jogar seguidamente ao chão. Por sua vez, Canobbio era o Canobbio de sempre: muito esforço, dedicação e pouquíssimo poder de definição.

Numa falha de posicionamento defensivo, os paulistas chegaram ao gol no primeiro chute. Como não existe a tal de injustiça no futebol, o Fluminense foi castigado por falta de efetividade ofensiva.

Hulk teve atuação criticada por Felipe Melo
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

Um time que parece ter medo de chutar ao gol

Na segunda etapa, ou segundo quarto dessa partida de 180 minutos, vimos um Palmeiras mais organizado e letal. Em contrapartida, vimos um Fluminense mantendo a posse de bola — que chegou a 70% —, mas irritando a torcida por não chutar ao gol adversário. O que seria isso? Medo? Ausência de ambição? Falta de treinamento? O certo é que, se não chutar, não faz gol.

Além disso, o Palmeiras ampliou em mais uma falha defensiva do Tricolor com a famigerada “lei do ex”. Depois do gol de Marlon Freitas, que comandou o meio-campo palmeirense com total liberdade, acreditei que a vaca tinha ido para o brejo. Afinal, fazer dois gols no Palmeiras não é para qualquer um.

Porém, o gol de Wesley Natã nos acréscimos devolveu a esperança à torcida, que cantou no final: “Vamos virar, Nense!”.

Em suma, difícil? É. Mas eu acredito. E você?

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Sobre Vinicius Toledo 2153 Artigos
Criador do Explosão Tricolor, Vinicius Toledo atua na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014, com mais de 1.700 matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política do clube. Administrador de empresas com especialização em Finanças e Marketing, dedica-se à análise técnica e independente sobre os rumos da instituição. Saudações Tricolores!