Faltou futebol e identidade à Seleção Brasileira

Mais do que uma derrota técnica, o resultado reflete o abandono das raízes, a má gestão da CBF e o fracasso do modelo de jogo imposto por Ancelotti.




Seleção Brasileira: falta de identidade e o fracasso na Copa

Em coluna exclusiva, Lindinor Larangeira analisa a eliminação vexatória do Brasil para a Noruega e cobra mudanças estruturais urgentes.

Por Lindinor Larangeira

Seleção Brasileira: falta de identidade e o fracasso na Copa

A verdade é uma só: a vitória da Noruega sobre o Brasil foi justa. Os nórdicos foram muito mais eficientes na imposição do seu modelo de jogo de paciência e posse de bola, apostando no erro da que talvez seja a pior Seleção Brasileira de todos os tempos. Haaland, Odegaard e uma atuação inspirada do goleiro Nyland foram fatais.

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Mas o que dói é o contexto: individualmente, o time brasileiro é superior ao norueguês. O problema é que, em campo, a superioridade não se traduziu em nada.

CBF: o epicentro do vexame

Se existe um culpado por mais essa eliminação, ele atende por três letras: C-B-F. Nem depois do 7×1 os dirigentes aprenderam a lição. As eliminações consecutivas para europeus de segundo escalão — Bélgica, Croácia e, agora, Noruega — são o sintoma claro de um sistema falho.

A gestão atual, mais preocupada em gerar receitas e submissa a patrocinadores, parece ter esquecido o que é o futebol brasileiro. Como diz o ditado, “o complexo de vira-lata começa na mentalidade dos dirigentes”, e isso, desgraçadamente, tem entrado em campo.

A crise na base e a importação de jogadores

O diagnóstico é unânime: falta qualidade na base. Como pontua com muita propriedade meu parceiro Vinicius Toledo, a formação de futuros craques começa cedo. Hoje, o futebol brasileiro prefere importar atletas medianos a desenvolver as próprias gerações. Sem fundações sólidas, a crise só se aprofunda.

O erro de Ancelotti

Vamos ter que engolir Ancelotti até 2030, mas o italiano não tem se ajudado. Contra a Noruega, o plano de jogo foi um atentado à história do futebol brasileiro. Um time reativo, com apenas 34% de posse de bola, enquanto a Noruega fazia uma “roda de bobinho”. Nem Lazaroni, em 1990, faria um papelão tão grande.

Na verdade, quem está sendo feito de bobo, e faz tempo, é o torcedor brasileiro.

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Sobre Vinicius Toledo 1789 Artigos
Criador do Explosão Tricolor, Vinicius Toledo atua na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014, com mais de 1.700 matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política do clube. Administrador de empresas com especialização em Finanças e Marketing, dedica-se à análise técnica e independente sobre os rumos da instituição. Saudações Tricolores!